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Ativação da geração periférica de cortisol pela modulação da atividade da 11b-hidroxiesteróide desidrogenase (11bHSD) nos subtipos de deficiência da 21-hidroxilase (D21OH) estabelecimento de valores de referência de esteróides não usuais nos subtipos D

Processo: 14/10325-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2015 - 31 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Claudio Elias Kater
Beneficiário:Claudio Elias Kater
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Endocrinologia  Cortisona  Esteroide 21-hidroxilase  Hiperplasia suprarrenal congênita 

Resumo

O metabolismo periférico do cortisol envolve também um balanço entre suas formas ativa (cortisol ou F) e inativa (cortisona ou E), que são interconvertidas pela ação da enzima 11ß-hidroxiesteróide desidrogenase (11ß-HSD). A D21OH é uma doença com padrão de herança autossômico recessivo resultante de mutações no gene CYP21A2, que codifica a enzima 21-hidroxilase. A D21OH corresponde a cerca de 90% dos casos de hiperplasia adrenal congênita (HAC). O "marcador" bioquímico tradicionalmente utilizado no diagnóstico da D21OH é a dosagem sérica da 17-hidroxiprogesterona (17OHP). No entanto, estudos realizados por nosso grupo confirmaram o papel do 21-deoxicortisol (21DF) no diagnóstico das diversas formas da D21OH, inclusive na detecção de heterozigotos. Além disso, a caracterização dos esteróides distais ao bloqueio enzimático - os chamados esteróides não usuais -, como o 11-deoxicortisol (S), produto da via 17-hidroxilada, a deoxicorticosterona (DOC) e a corticosterona (B), produtos da via não 17-hidroxilada da zona fasciculada (ZF), apesar de pouco empregados no diagnóstico, podem ser complementares na caracterização das diferentes formas de D21OH. O presente estudo avalia a atividade da 11ß-HSD1 através do estudo da relação F/E, acreditando- se que a ação dessa enzima pode ser maior nas formas mais graves da doença quando comparadas as formas mais leves, heterozigotos e indivíduos genotipicamente normais. Adicionalmente serão analisados esteróides que são pouco utilizados na prática clinica como: E, S, B e DOC, reiterando que esses também podem ser utilizados como marcadores diagnósticos alternativos nas diversas formas da D21OH. Dessa forma, a análise metabolômica do perfil de diversos esteroides, vem facilitar não só apenas o diagnóstico, mas também outros parâmetros no seguimento dos pacientes com D21OH. (AU)