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Síntese e estudos não-clínicos de pró-fármacos recíprocos potencialmente antiprotozoários

Processo: 14/25093-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2015 - 31 de março de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Pesquisador responsável:Renato Farina Menegon
Beneficiário:Renato Farina Menegon
Instituição-sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Pesq. associados:Ana Claudia Trocoli Torrecilhas ; Patricia Xander Batista
Assunto(s):Pró-fármacos  Antiprotozoários  Doença de Chagas  Leishmaniose  Inibidores de proteases  Terpenos 

Resumo

Doença de Chagas figura a mais de cem anos entre uma das doenças de grande significância epidemiológica no Brasil, e ainda permanece negligenciada pelas grandes indústrias farmacêuticas mundiais, as quais investem primariamente no desenvolvimento de novos compostos para patologias de maior incidência global, sobretudo nos países desenvolvidos, de modo a garantir um retorno financeiro daquilo que fora investido. Embora inúmeros trabalhos sejam publicados a cada ano, apresentando promissores compostos com elevada atividade tripanocida, poucos deles avançam nos estudos não-clínicos para tornarem-se verdadeiros candidatos a ingressar na terapêutica. Desta forma, este projeto visa não somente o desenvolvimento de novos agentes antiprotozoários, mas também o início de seus estudos não-clínicos, de modo a determinar sua toxicidade e eficácia, e assim permitir uma possível continuidade nos estudos.Os compostos propostos serão obtidos a partir da técnica de pró-fármacos, a qual apresenta a vantagem de utilizar moléculas já conhecidas, e com informações prévias sobre atividade biológica e toxicidade, e assim, tornar mais rápido e com maiores chances de sucesso o desenvolvimento destes novos derivados. O composto 2-amino-1-(4-nitro)acetofenona tiossemicarbazona foi eleito por apresentar atividade tripanocida superior ao composto benznidazol, atualmente único na terapêutica anti-chagásica brasileira, e que apresenta importante ação como inibidor da enzima cruzaína, seu provável mecanismo de ação. Adicionalmente, temos inúmeros compostos de origem vegetal, com relativa abundância na natureza e de fácil aquisição no mercado, que apresentam grande atividade antiprotozoária, incluindo ação tripanocida, mas cujos mecanismos de ação não são conhecidos, embora estudos preliminares revelaram não serem capazes de inibir a cruzaína.A não atividade destes compostos sobre esta enzima torna-os ideais para o propósito deste trabalho, uma vez que a união por meio de uma ligação hidrolisável ao composto 2-amino-1-(4-nitro)acetofenona tiossemicarbazona configura a obtenção de pró-fármacos que apresentam mais de uma via metabólica para ação antiprotozoária, o que representa um ponto importante para a prevenção da resistência ao tratamento, além de possibilitar uma melhora nas propriedades farmacocinéticas de ambos os compostos. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
FREITAS, MARCELO DA SILVA; TORRECILHAS, ANA CLAUDIA; XANDER, PATRICIA; VASCONCELOS, CAMILLA IOSHIDA; MENEGON, RENATO FARINA. Hybrid Design as a Strategy for Development of Trypanocidal Drugs. JOURNAL OF PHARMACEUTICAL RESEARCH INTERNATIONAL, v. 25, n. 2 2018. Citações Web of Science: 0.

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