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Polimorfismos gênicos modulam a taxa de resposta e toxicidade da cisplatina associada a radioterapia em carcinoma de células escamosas de laringe? Um relato de caso

Processo: 15/01334-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de março de 2015 - 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Carmen Silvia Passos Lima
Beneficiário:Carmen Silvia Passos Lima
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Oncologia  Radioterapia  Polimorfismo genético  Cisplatino 

Resumo

Introdução: Cisplatina (CDDP) mais radioterapia (RT) têm sido utilizadas no tratamento de pacientes com carcinoma de células escamosas de laringe (CCEL). Polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) podem ser responsáveis por diferenças na quimio/radiosensibilidade e efeitos colaterais destes pacientes. Relatamos o caso de um paciente com CCEL avançado, que obteve resposta completa durável e toxicidade pronunciada inesperada durante CDDP e RT, possivelmente devido a SNPs nos genes que modulam os efeitos dessa modalidade terapêutica. Relato do caso: Homem de 30 anos com CCEL avançado obteve resposta completa durável e severa alopecia e pancitopenia após doses convencional e reduzida de CDDP e RT. Análises de SNPs revelaram que o paciente apresentou deleção do gene GSTT1, e genótipos variante MSH3 1045ThrThr, selvagem GSTP1 105IleIle, e selvagem BAX -248GG, que foram previamente descritos em associação com a detoxificação anormal, reparo de DNA e apoptose das células danificadas, respectivamente. Outros sete pacientes com CCEL avançado com gene GSTT1, e genótipos MSH3 AlaAla ou AlaThr, GSTP1 IleVal ou ValVal, e BAX GA ou AA serviram como controle do estudo. Apenas um controle apresentou resposta completa; os outros seis obtiveram resposta parcial de curta duração. Quatro e três controles apresentaram graus 1 ou 2 e grau 3 de anemia ou leucopenia durante o tratamento, respectivamente. O nível de CDDP na urina, coletada após a infusão de CDDP, do paciente foi menor do que o valor mediano obtido em controles, sugerindo uma quantidade mais elevada de CDDP intracelular no caso relatado. Conclusão: Os dados sugerem, pela primeira vez, que anormalidades herdadas na detoxificação intracelular da CDDP, no reparo de DNA de lesões induzidas pela CDDP e RT, e na apoptose de células danificadas podem alterar a resposta ao tratamento e a toxicidade em CCEL, mas devem ser confirmados por grandes estudos de farmacogenômica. (AU)