Resumo
Desde as três últimas décadas do século XIX, as flutuações do nível do mar no Quaternário tiveram um papel importante na evolução e formação das planícies costeiras do Brasil. No início, os estudos tinham um enfoque somente geomorfológico. De qualquer modo, até a década de 1960, havia poucos estudos sobre as flutuações do nível do mar no Quaternário. Após 1974, vários pesquisadores passaram a investigar essas flutuações, principalmente, dos últimos 7.000 anos mais concentradas ao longo da costa sudeste e sul. Basearam seus estudos nas evidências sedimentológicas (mapeamentos geológicos) e nas evidências biológicas. Além disso, foram também consideradas as evidências ligadas aos sambaquis pré-históricos. As datações foram baseadas nas incrustações de vermitídios (gastrópodos) e tubos fósseis de Callichirus, nas estruturas sedimentares hidrodinâmicas e posições dos sambaquis em relação à atual linha costeira. Foram, ainda, usados métodos de radioatividade. Os geólogos, nesses estudos, dividiram as flutuações por períodos: antes e depois de 120.000 anos passados, Pleistoceno posterior e Holoceno. Para os últimos 7.000 anos, foi feito um número grande de datações por C-14, mas, para períodos anteriores, poucas datações foram possíveis, principalmente, as datações absolutas. No presente projeto, datações pelos métodos de LOE, TL e EPR serão feitas de vários materiais geológicos pertinentes visando entender as formações de terraços, barreiras e outros face às flutuações do nível do mar no passado. (AU)
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