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Avaliação do efeito analgésico sinérgico entre agonistas dopaminérgicos e estimulação magnética transcraniana na síndrome fibromiálgica

Resumo

A síndrome fibromiálgica (SFM) é uma síndrome dolorosa crônica que é definida como dor difusa generalizada pelo corpo, associada a fadiga, sono não reparador e sintomas depressivos. A prevalência de pacientes com SFM é de 2% na população nos Estados Unidos e 2,5% no Brasil. A maioria dos sintomas é provavelmente mediada pelo sistema nervoso central (SNC). Ainda não se sabe, no entanto, em que medida estas alterações centrais são primárias ou secundárias na sequência fisiopatológica desta síndrome. Vários tratamentos farmacológicos de ação no SNC e não farmacológicos tem sido estudados nesta condição, com eficácia moderada ou baixa na maior parte dos casos. O uso de antidepressivos de ação mista sobre a recaptação das serotonina e norepinefrina mostrou-se parcialmente eficaz na dor da SFM. Igualmente, o uso de anticonvulsivantes como a pregabalina e gabapentina tem sido avaliado com sucesso parcial no tratamento da SFM. Entretanto, muitos pacientes não apresentam respostas adequadas a esta forma de terapia, além da importante proporção de efeitos colaterais. Há ensaios clínicos utilizando agonistas dopaminérgicos para o tratamento de fibromialgia, com uma taxa de resposta relativamente alta se comparado a estudos utilizando pregabalina ou gabapentina. Adicionalmente, a estimulação magnética transcraniana repetitiva cerebral (EMTr) tem sido estudada há décadas para o tratamento de diversas doenças. Recentemente, um grupo francês demonstrou o efeito benéfico de sessões diárias de EMTr sobre as dores relaciondas à fibromialgia, apresentando uma intensidade de alívio da ordem de 30 a 40%. No entanto, o mecanismo de ação da EMTr na dor ainda não está totalmente conhecido. Estudos recentes mostram que a EMTr pode estimular eferentes cortico-estriatais glutamatérgicos e gabaérgicos, contribuindo para ativação de áreas distantes do alvo de tratamento, como o córtex pré-frontal dorso lateral e o tálamo lateral. Estudos recentes evidenciaram liberação de dopamina após aplicação de EMT. Apesar do efeito analgésico causado pela EMTr, uma parcela de quase 50% dos doentes não respondem ao tratamento de forma satisfatória. Levantamos a hipótese de que um tratamento prévio vom agonistas dopaminérgicos poderia aumentar o efeito analgésico da EMTr, aumentando sua eficácia e fazendo com que não rwspondedores passem a responder a este tratamento. Desta forma, desenvolvemos um estudo para se avaliar o efeito analgésico da aplicação de EMTr precedida ou não de uso de agonista dopaminérgico, controlado por sessões sham de estimulação. Também mensuramos o efeito do uso de agente dopaminérgico antes do tratamento através do uso de excitabilidade cortical, medida sabidamente alterada em doentes com fibromialgia. (AU)

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