Busca avançada
Ano de início
Entree

Mensuração do potencial geográfico de consumo da população brasileira com base no novo critério de estratificação socioeconômica

Processo: 15/01722-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 18 de junho de 2015 - 18 de julho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Administração - Administração de Empresas
Pesquisador responsável:José Afonso Mazzon
Beneficiário:José Afonso Mazzon
Pesquisador visitante: Wagner Antonio Kamakura
Inst. do pesquisador visitante: Rice University, Estados Unidos
Instituição-sede: Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Marketing  Consumo  Consumidor  Estratificação social 

Resumo

O Professor José Afonso Mazzon, da FEA-USP, em coautoria com o Prof. Wagner A. Kamakura, da Rice University, estão desenvolvendo estudos no tema Estratificação Socioeconômica e Consumo e tiveram um estudo preliminar publicado em periódico (KAMAKURA, Wagner A.; MAZZON, Jose A. Socioeconomic Status and Consumptionin an Emerging Economy, International Journal of Research in Marketing, v. 30, p. 4-18, 2013), artigo esse premiado pelo prestigioso Marketing Science Institute como melhor trabalho do Special Issue sobre mercados emergentes publicado pelo IJRM. Um estudo mais detalhado resultou na publicação de um livro (KAMAKURA, Wagner A.; MAZZON, Jose A. Estratificação Socioeconômica e Consumo no Brasil, São Paulo: Blucher, 2013), finalista para o Prêmio Jabuti de 2014 na área de Economia, Administração e Contabilidade. Nesse livro os autores elaboraram e validaram um modelo teoricamente sustentado no conceito de renda permanente e metodologicamente embasado na modelagem de classes latentes ordinais com restrição. Essas características tornam o estudo inovador - em nível mundial - tendo sido o mesmo adotado oficialmente pela ABEP - Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, a partir de janeiro de 2015, com o apoio da ABA, ABAP e outras entidades associativas. O modelo desenvolvido é extremamente útil para efeito de formulação e validação de estratégias empresariais e de políticas públicas. Pretende-se que esse modelo venha ainda a ser desenvolvido em âmbito internacional (por exemplo, para os países da América Latina), possibilitando um critério único de comparabilidade de pesquisas entre diferentes países por estratossocioeconômicos em estudos internacionais longitudinais. A estratificação socioeconômica da sociedade brasileira é particularmente importante para o propósito de segmentação do mercado consumidor e de análise do consumo de bens e serviços - aspecto relevante tanto para o desenvolvimento econômico do país como posicionar a gestão das empresas em um novo patamar de orientação para o mercado. A estratificação socioeconômica é condição fundamental para a formulação de estratégias e programas de ação de marketing, assim como para a elaboração e acompanhamento de políticas públicas direcionadas para os vários estratos sociais da nossa população. Os Professores Kamakura e Mazzon dedicaram mais de um ano de trabalho para escrever, submeter e ter aprovado o artigo Socioeconomic status and consumption in an emerging economy, publicado em março de 2013 no IJRM acima referido. À medida que desenvolviam o artigo, tiveram a oportunidade de participar de uma reunião com a Comissão sobre Estratificação Econômica da ABEP, entidade associativa que periodicamente promove a revisão do chamado Critério de Classificação Econômica Brasil, também mencionado na mídia em geral e por pesquisadores como CCEB ou Critério Brasil. Esse critério tem sido utilizado não apenas no setor empresarial, como mencionado, mas também na área pública, em pesquisas sociais realizadas pelos governos, em estudos sobre a população de baixa renda, em pesquisas sobre as condições de vida da população mais pobre e economicamente vulnerável, dentre outras. Um aspecto fundamental ainda a ser desenvolvido refere-se à mensuração de potenciais de mercado das classes de produtos consumidos pela população brasileira ao nível de áreas de ponderação e de setores geográficos censitários, de forma a possibilitar a formulação mais acurada e eficiente de políticas e estratégias públicas e empresariais na oferta de bens e serviços em todo o território nacional. (AU)