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Tratar e educar em tempos de autismo

Processo: 14/24678-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2015 - 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Tratamento e Prevenção Psicológica
Pesquisador responsável:Maria Cristina Machado Kupfer
Beneficiário:Maria Cristina Machado Kupfer
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Andrea Gabriela Ferrari ; Angela Maria Resende Vorcaro ; Leandro de Lajonquière ; Leda Mariza Fischer Bernardino ; Maria Eugênia Pesaro ; Rosa Maria Marini Mariotto
Bolsa(s) vinculada(s):16/21376-7 - Tratar e educar em tempos de autismo, BP.TT
15/23585-0 - Tratar e educar em tempos de autismo, BP.TT
15/10167-5 - Tratar e educar em tempos de autismo, BP.TT
Assunto(s):Psicanálise  Educação especial  Transtorno autístico  Indicador de risco  Creches  Pais 

Resumo

Atualmente, é fácil constatar um aumento brutal da incidência dos diagnósticos de autismo, em decorrência da alteração dos critérios diagnósticos proposta pelo DSM-5, realizada a partir de uma visão organicista e determinista do autismo. A psicanálise propõe uma outra visão desse quadro, e entende que um bebê com sinais de desconexão é uma criança em sofrimento psíquico e em risco de evolução autística, evolução que pode, porém, ser interrompida caso haja uma intervenção a tempo. Desta perspectiva, a prevenção e a intervenção precoces aparecem como respostas possíveis, tanto para combater a fúria diagnóstica como para intervir precocemente logo que surjam os sinais de risco de evolução autística. A Pesquisa Multicêntrica de Indicadores Clínicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil (IRDI) realizada de 2000 a 2008, buscou criar indicadores capazes de dar aos pediatras um instrumento de detecção precoce de risco psíquico para o desenvolvimento infantil. No entanto, ainda são grandes as dificuldades para uma efetiva implementação de uma prática de intervenção precoce com bebês em risco de evolução para as psicopatologias graves da primeira infância, estando entre elas o autismo. Para prosseguir no trabalho de detecção e intervenção precoces, a pesquisa IRDI nas creches foi ao campo educativo para lá localizar os primeiros sinais de risco e ali, no próprio campo educativo, acompanhar a professora e infletir a direção do que poderia ter sido uma evolução rumo àquelas psicopatologias. A metodologia IRDI nas creches já apresentou resultados parciais que apontam na direção de sua validação.. Mas falta agora sua validação por meio de um procedimento sistemático para mostrar que ela pode fazer diminuir a incidência de problemas psíquicos detectáveis a partir de 3 anos de idade. Além disso, há bebês para quem os indicadores não se alteram, ainda que a professora tenha mudado sua posição diante dele: nesses casos, os pais precisam ser "convocados". Pretende-se, então, propor a abordagem dos pais também no campo do educativo, oferecendo uma alternativa à psicanálise com bebês. Pretende-se assim realizar uma pesquisa que se desdobrará em dois eixos simultaneamente. No primeiro eixo, o objetivo é o de validar a metodologia IRDI nas creches, o que poderá confirmar o valor e a importância de se reintroduzir a preocupação com a promoção da saúde mental nas instituições de educação infantil atuais. No segundo eixo, o objetivo é o de investigar a eficácia do de realizar o acompanhamento de pais e bebês em risco de evolução autística no interior do campo educativo, por meio da Educação Terapêutica. Para o primeiro objetivo - a validação da Metodologia IRDI - serão avaliadas 331 crianças de três anos, sendo 188 sorteadas do banco de dados constituído na primeira fase da pesquisa (grupo caso), e 143 crianças selecionadas aleatoriamente no grupo controle (constituído por creches-espelho), por meio da AP3 adaptada às creches. Para o segundo objetivo - a realização do acompanhamento de pais e bebês - serão selecionados 20 bebês com indicadores ausentes não "presentificados", e acompanhados por um ano por dez pesquisadores, por meio da Educação Terapêutica. Espera-se que a metodologia IRDI e o acompanhamento de pais/bebês tenham comprovado seu valor de promover, no campo educativo, a saúde mental e a prevenção de problemas graves da primeira infância. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MARIA CRISTINA MACHADO KUPFER; RINALDO VOLTOLINI. Tratar e educar o autismo: cenário político atual – entrevista com Pierre Delion. Educ. Pesqui., v. 43, n. 3, p. -, Set. 2017.

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