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Uma nova abordagem aos distúrbios mentais em fêmeas

Processo: 14/50829-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2015 - 31 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Convênio/Acordo: CONFAP ; Newton Fund, com FAPESP como instituição parceira no Brasil ; MRC, UKRI
Pesquisador responsável:Marcus Lira Brandão
Beneficiário:Marcus Lira Brandão
Pesq. responsável no exterior: Thelma Anderson Lovick
Instituição no exterior: University of Bristol, Inglaterra
Instituição-sede: Instituto de Neurociências e Comportamento (INEC). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Transtornos mentais  Transtornos de ansiedade  Aversão 
Publicação FAPESP:https://media.fapesp.br/bv/uploads/pdfs/fapesp_uk_8R6Lqz0_62_62.pdf

Resumo

O hipotálamo medial, a amígdala, a substância cinzenta periaquedutal dorsal (SCPd) e o colículo inferior têm sido tradicionalmente agrupados em um "sistema encefálico aversivo" (SEA). Nessas estruturas os substratos neurais do medo e da ansiedade traduzem as informações de natureza aversiva em reações emocionais e comportamentais de defesa através dos mecanismos de saída que funcionam como portas de saída para o comportamento defensivo. Atualmente acredita-se que este sistema possui um filtro sensorimotor que é acionado por informações aversivas que requeiram uma ação imediata, tais como certos sons emitidos por presas, predadores e conspecíficos. Quando este filtro apresenta problemas as reações do indivíduo frente aos estímulos aversivos do meio são maladaptivas e pode resultar em ansiedade. Sabemos que os aspectos neuroquímicos, anatômicos, e genéticos da reação de defesa devem ser considerados fortemente na compreensão da reatividade emocional do indivíduo frente a situações que colocam em risco sua sobrevivência. Sabemos hoje que o GABA exerce um controle inibitório tônico sobre os substratos neurais da aversão e que este neurotransmissor está envolvido na seleção de informações sensoriais de natureza aversiva. Além do GABA, também a 5-HT, opioides, e aminoácidos excitatórios têm também sido implicados na regulação de comportamentos relacionados à ansiedade. Entretanto mecanismos neurocinérgicos e dopaminérgicos têm sido pouco explorados nessas condições. Existe grande interesse em saber qual o papel destes neuromoduladores no processamento de estados aversivos nas estruturas do SEA. Nesse particular, o córtex pré-frontal e o núcleo acumbens, nas suas porções core e shell, são outras duas estruturas que podem contribuir para a organização do medo e da ansiedade. Apesar dos incontestáveis avanços conseguidos na área de neurobiologia do medo/ansiedade/estresse, ainda carecemos de uma análise integrada do processamento sensório-motor que operacionaliza os "inputs" aversivos e os traduzem em reações de defesa apropriadas, sejam elas comportamentais, endócrinas e/ou autonômicas. Este projeto está organizado de forma a realizar abordagens integradas (comportamental, farmacológica, neuroquímica, imunoistoquímica e eletrofisiológica) que permitam elucidar os mecanismos neuroquímicos e sistemas neurais que acionados pelas diferentes informações aversivas geram respostas defensivas específicas associadas aos diversos distúrbios de ansiedade. Esperamos que os dados obtidos das pesquisas desenvolvidas neste contexto multidisciplinar venham ajudar na busca de novas abordagens terapêuticas ao tratamento dos diversos tipos de ansiedade. Parte do financiamento desse projeto é também dedicada à promoção e divulgação do conhecimento em Neurociências. Em parceria com o Instituto de Neurociências e Comportamento (www.inec-usp.org) que já possui uma estrutura física inteiramente montada para esse fim são realizadas mostras científicas, cursos e fóruns de discussão sobre a neurobiologia do estresse e de outros temas de destaque nas neurociências. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
FIGUEIREDO, REBECA MACHADO; DE CARVALHO, MILENE CRISTINA; BRANDAO, MARCUS LIRA; LOVICK, THELMA ANDERSON. Short-term, low-dose fluoxetine prevents oestrous cycle-linked increase in anxiety-like behaviour in female rats. JOURNAL OF PSYCHOPHARMACOLOGY, v. 33, n. 5, p. 548-557, MAY 2019. Citações Web of Science: 0.

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