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Disputas Oligárquicas: as práticas políticas das elites mato-grossenses 1892-1906

Processo: 15/02449-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de maio de 2015 - 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política
Pesquisador responsável:Maria Teresa Miceli Kerbauy
Beneficiário:Maria Teresa Miceli Kerbauy
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Mato Grosso 

Resumo

A Primeira República (1889 - 1930), além da experimentação do modelo republicano, foi também o maior período dentre as constantes mudanças de regime do século XX no Brasil. Por esta razão, tem a importância da institucionalização de diversas práticas políticas. Entre elas, foi comum a ocorrência de inúmeros conflitos entre as oligarquias nos estados brasileiros. No estado de Mato Grosso, três Disputas Oligárquicas marcaram a vida política em 1892, 1899 e 1906. Estas Disputas nada mais eram que as elites lutando, através das armas, pelo controle político estadual. No ano de 1892 as oligarquias Ponce e Murtinho unidas lutaram contra o grupo do militar Antônio Maria Coelho, governador desde 1889. Neste confronto, Ponce e Murtinho foram vencedores, posteriormente, em 1899 houve uma cisão entre os mesmos, e depois de outro confronto armado Ponce saiu derrotado. Passados alguns anos, as oligarquias inimigas decidem unir-se novamente em 1906 para derrotar um inimigo incomum: o presidente do estado de Mato Grosso, Antônio Paes de Barros. O resultado desta luta armada foi a morte do governador em exercício. Diante desta história política brasileira conturbada, o presente trabalho tem como objetivo analisar as especificidades das oligarquias mato-grossenses e suas consequências para as práticas políticas no estado de Mato Grosso no período de 1892 a 1906. Para isso foi investigado a formação e consolidação dessas duas oligarquias, para compreender como as relações entre as oligarquias Ponce e Murtinho interferiram na política de Mato Grosso. Consideramos também as relações entre a esfera municipal e estadual (Ponce e seus chefes locais) e entre a esfera estadual e federal (relação de Ponce e Joaquim Murtinho, a contínua interferência, ou omissão de presidentes da República e o uso da Comissão de Verificação dos Poderes no estado). (AU)