Busca avançada
Ano de início
Entree

Estudo da sinalização astrocitária envolvendo a resposta ao estímulo excitotóxico

Processo: 14/19562-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2015 - 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Maria da Graca Naffah Mazzacoratti
Beneficiário:Maria da Graca Naffah Mazzacoratti
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Fármacos neuroprotetores  Glutamatos  Morte celular  Astrócitos  Matriz extracelular 

Resumo

Os astrócitos formam uma grande população de células do SNC dos mamíferos e fazem parte de uma grande rede de conexões, ligando-se a vasos sanguíneos e aos neurônios, preenchendo assim o espaço entre eles. Existe também o contato astrócito-astrócito, que são mediados pelas junções comunicantes, formadas pelas conexinas (gap-junctions) e o contato entre o astrócito e o neurônio que é realizado por uma estrutura altamente dinâmica, o que torna os astrócitos um parceiro importante dos neurônios na organização e no funcionamento das conexões sinápticas. Porém, o papel do astrócito não se limita somente ao suporte para atividades neuronais. Está envolvido em várias funções como: captação de glutamato, em prevenção à excitotoxidade, proteção contra o estresse oxidativo pela produção de glutationa, neuroproteção pela liberação de adenosina, proteção contra toxicidade mediada por NH4+ , mediada pela degradação de peptídeos ²-amilóides, facilitação do reparo da barreira hematoencefálica, redução de edema vasogênico após trauma, AVC ou hidrocefalia obstrutiva, estabilização do fluido extracelular, limitação da propagação de células e moléculas inflamatórias ou agentes infecciosos provenientes de áreas de lesão e controlam o balanço iônico e redução do "limiar convulsivante". Nesse contexto, o conhecimento de sinalizadores astrocitários, envolvidos nas respostas ligadas à excitotoxicidade, mediada pelo excesso de glutamato, são de fundamental importância. Assim, esse projeto se propõe a estudar in vitro, moléculas sinalizadoras produzidas pelos astrócitos, submetidos à excitotoxicidade. Serão estudados astrócitos provenientes de dois tipos de roedores; a) vulneráveis a epilepsia do lobo temporal (rato Wistar) e b) animais resistentes a esse tipo de epilepsia (Proechimys). Nesse processo, pretendemos compreender melhor de que forma a produção de mediadores inflamatórios e marcadores de morte e sobrevivência celular poderão estar envolvidos em processos que levam a epileptogênese. Além disso, mecanismos de neuroproteção inatos ou promovidos por componentes da matriz extracelular também serão estudados in vitro. (AU)