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Estudos para identificação de biopolímeros, de baixo custo, compatíveis com micro-organismos para uso em formulações encapsuladas de entomopatógenos e compatibilidade de adjuvantes para uso em formulações

Processo: 14/50579-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de junho de 2015 - 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Inajá Marchizeli Wenzel Rodrigues
Beneficiário:Inajá Marchizeli Wenzel Rodrigues
Empresa:Elo Verde Produtos Biológicos Ltda. - ME
Município: Holambra
Bolsa(s) vinculada(s):15/18805-0 - Estudos para identificação de biopolímeros, de baixo custo, compatíveis com micro-organismos para uso em formulações encapsuladas de entomopatógenos e compatibilidade de adjuvantes para uso em formulações, BP.TT
15/10096-0 - Estudos para identificação de biopolímeros, de baixo custo, compatíveis com micro-organismos para uso em formulações encapsuladas de entomopatógenos e compatibilidade de adjuvantes para uso em formulações, BP.PIPE
Assunto(s):Biotecnologia  Biopolímeros  Metarhizium  Beauveria 

Resumo

Segundo a Anvisa (2012), em 2010 na divisão do mercado de agroquímicos mundial, a América Latina participava com 22% do consumo, sendo o Brasil detentor de 19% desta participação no mundo. Estudos realizados entre o 2° semestre de 2010 e 1° de 2011 revelaram que o Brasil produziu 96.000 toneladas de agroquímicos. O PARA (Programa de Análise de Resíduos de Agroquímicos em Alimentos) da Anvisa avaliou 1.628 amostras analisadas em 2011 para as culturas de alface, arroz, cenoura, feijão, mamão, pepino, pimentão, tomate e uva. O órgão constatou que 589 amostras (36%) apresentaram resultados insatisfatórios, sendo as irregularidades destacadas a seguir: presença de agroquímicos em níveis acima do limiar permitido de resíduo (LMR) em 38 amostras (2,3% do total); constatação de agroquímicos não autorizados (NA) para a cultura em 520 amostras (32% do total); resíduos acima do LMR e NA simultaneamente em 31 amostras (1,9% do total). Uma alternativa viável ao uso indiscriminado de agroquímicos é o uso do controle biológico. Entretanto, o uso de agentes microbianos de controle encontra um entrave que é a utilização de produtos técnicos (Micherref et al. 2009) frente ao uso de produtos formulados que são escassos no mercado. Dentre as possíveis formulações que podem ser exploradas com relação aos entomopatógenos, surge uma nova alternativa que encontra-se disponível, uma técnica que vem sendo utilizada como ferramenta para proteção e modulação da liberação de substâncias, a microencapsulação. Esta vem sendo aplicada com sucesso na proteção de substâncias sensíveis à temperatura, fotodegradação, oxidação, umidade e reações indesejáveis, permitindo que os produtos microencapsulados tenham melhor potencial de uso (Gonsalves, 2009) e pode ser uma alternativa boa e viável para a proteção dos entomopatógenos. Diante do exposto, o tema central deste projeto é identificar biopolímeros compatíveis a entomopatógenos e investigar novos métodos de encapsulamento. O objetivo do trabalho é selecionar adjuvantes inócuos aos fungos que possam ser utilizados nas formulações; selecionar polímeros naturais biodegradáveis, de baixo custo para sua obtenção e identificar dentre as metodologias de encapsulamento como spray dryer, polimerização, spray chilling, entre outras, qual é a mais vantajosa economicamente e menos deletéria aos agentes de controle. Desta forma, espera-se que sejam selecionados polímeros e técnicas que possam futuramente participar na composição e produção de novas formulações de entomopatógenos a serem usadas no controle biológico de pragas e doenças de plantas no Brasil. O impacto de usar polímeros naturais e novas técnicas para formulação trazem inovação e modernidade ao projeto; além de trazer segurança e eficiência ao sistema agrícola, proporcionando confiabilidade e praticidade ao uso e transporte de produtos biológicos no Brasil. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Encapsulamento de fungos pode levar a nova geração de inseticidas biológicos 
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