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Entre a fábrica e a Senzala: um estudo sobre o cotidiano dos africanos livres na real fábrica de ferro São João do Ipanema- Sorocaba- SP (1840-1870)

Processo: 15/05226-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de junho de 2015 - 31 de maio de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Lúcia Helena Oliveira Silva
Beneficiário:Lúcia Helena Oliveira Silva
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis, SP, Brasil
Assunto(s):Escravidão  Conflitos  Cotidiano 

Resumo

Esta dissertação pretende analisar a experiência dos africanos livres em um ambiente fabril imperial, a Fábrica de Ferro São João do Ipanema- Sorocaba-SP. Buscando vê-los como sujeitos históricos, inseridos nas relações escravistas e atuantes à resistência de tal sistema. Esta pesquisa é uma continuidade do trabalho feito na iniciação científica desenvolvida durante o ano de 2010, na qual analisamos a vida dos escravos operários entre 1835 a 1838. Como já realizamos um trabalho com os escravos, ditos crioulos, nossa intenção agora é estudar os africanos livres, grupo de trabalhadores importantes para a história do Brasil oitocentista. Desse modo, observaremos suas origens étnicas, funções ocupadas, fugas, conflitos, saúde, doenças, arranjos familiares, bem como as suas concepções de liberdade. As fontes principais para o estudo são os ofícios, as listagens e correspondências oriundas do estabelecimento, os quais estão sob a guarda do Arquivo Público do Estado de São Paulo. O exame da documentação mostrou também que o relacionamento dos trabalhadores levava à criação e ao fortalecimento dos laços entre companheiros. Na prática, africanos e escravos não sofreram diferenciações no cotidiano, como tarefas, alimentação, moradia entre outros fatores. Por conseguinte, o direito à liberdade após os 14 anos de serviços prestados muitas vezes não se efetivou, comprovando assim, a ideia de que sua condição foi somente um status jurídico da "lei para inglês ver". (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Trajetória de "africanos livres" no Brasil escravista é resgatada 
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