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Imprensa e literatura na Primeira República: Lima Barreto e a "indústria do jornal"

Processo: 15/06882-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2015 - 31 de janeiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Denilson Botelho de Deus
Beneficiário:Denilson Botelho de Deus
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):História social  Literatura brasileira  Jornalismo 

Resumo

Já sabemos o que a imprensa fez pela literatura no Brasil. Mas tudo indica que há muito a investigar sobre o que a literatura fez pela imprensa e pelo jornalismo no início do século XX. De que forma a presença dos literatos nas páginas e nas redações dos jornais fez surgir uma nova narrativa jornalística ou um novo fazer jornalístico? Em que medida a literatura representou uma intervenção no texto dos jornalistas, tendo em vista que durante um bom tempo a figura do escritor-jornalista não era estranha nas redações dos jornais? Além disso, cabe investigar também como a imprensa, nesse período peculiar de transformações, era vista e percebida pelos literatos que nela atuavam.Encontramos especialmente em Lima Barreto um testemunho da emergência de um novo jornalismo e de uma imprensa que se modifica a partir das inovações tecnológicas e tipográficas da época, bem como introduz a divisão da redação em editorias especializadas tal como conhecemos ainda hoje. Contudo, para além do testemunho, este escritor fornece também uma visão extremamente crítica desse processo e dos seus resultados nas primeiras décadas do século XX. Desta forma, temos na trajetória desse literato tanto a figura do escritor-jornalista, quanto a percepção crítica da imprensa carioca da Primeira República. Focalizando Lima Barreto como um dos escritores cuja trajetória enseja uma análise das relações entre imprensa e literatura no início do século XX, pretende-se examinar os seus artigos, crônicas, contos, romances, diários e correspondências, tendo como eixo central de investigação o modo como este escritor compreende e analisa o papel da imprensa, bem como o próprio jornalismo que praticou. (AU)