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O jovem e a internet: laços e embaraços no mundo virtual

Processo: 15/04036-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de junho de 2015 - 31 de maio de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação
Pesquisador responsável:Claudia Dias Prioste
Beneficiário:Claudia Dias Prioste
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Adolescência  Tecnologias da informação e comunicação  Cultura digital  Ciberespaço  Inclusão digital  Teoria crítica  Psicanálise 

Resumo

Essa obra apresenta os principais resultados de uma pesquisa empírica sobre a relação do jovem com a internet, analisando os possíveis efeitos do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação na constituição subjetiva do sujeito contemporâneo. O estudo procurou, de um lado, conhecer os hábitos e os interesses dos jovens no ciberespaço, e do outro, realizar um percurso etnográfico na cibercultura visando desvendar os interesses econômicos e ideológicos subjacentes às websites mais visitadas. Após identificar os hábitos dos adolescentes, procurou-se analisar de que maneira as redes sociais, os jogos online e o cibersexo interferem em suas vidas, considerando o papel da escola e da família nesse contexto. O livro foi divido em três partes. Na primeira parte, intitulada "Indústria cultural e a hipótese de uma nova economia psíquica na pós-modernidade" discute-se o paradoxo do progresso tecnológico com base na Psicanálise e na Teoria Crítica, analisando também a emergência da internet e a passagem do mal-estar na cultura ao mal-estar dos desejos desmedidos na sociedade de consumo. Na segunda parte, intitulada "Cibercultura juvenil: os laços e os embaraços no mundo virtual" são descritos os procedimentos da pesquisa tanto na escola pública quanto na escola privada, apresentando seus principais resultados. Primeiramente, são analisados os laços e os embaraços dos adolescentes nas redes sociais, com destaque para o Facebook; as comunidades suicidas no Orkut; as revoltas no Twitter; os blogs imagéticos do Tumblr e também os embaraços do cyberbulling. Em segundo lugar, são analisados jogos virtuais e a ciberdependência. Ao final do capítulo sobre jogos, são apresentadas possíveis consequências do hábito de jogar na vida dos adolescentes. No último capítulo da segunda parte, intitulado "Vídeos na internet: o humor, o terror e a pornografia" destacam-se as seguintes problemáticas: o humor no YouTube; o estranho gosto pelo terror; a pornografia na internet; a pedofilia nas salas de bate-papo; a pseudossegurança do cibersexo e, por fim, as possíveis consequências da iniciação sexual no ciberespaço. A terceira parte, "O Mito dos Nativos Digitais e as Fantasias Virtuais" é dedicada aos desdobramentos dos resultados da pesquisa nos campos da educação e da psicologia. No capítulo dez realiza-se uma análise da concepção de inteligência coletiva cotejando com as respostas dos jovens referente ao que eles têm aprendido na internet. Nesse capítulo também é abordada a importância de uma reflexão crítica sobre o uso das tecnologias nas escolas. No capítulo nove é apresentado o caso de um estudante da escola pública, ressaltando seus laços com a internet, bem como o papel da família e da escola nesse processo. A partir do capítulo doze são analisados os efeitos das fantasias virtuais na constituição subjetiva dos adolescentes, iniciando-se com o conceito de fantasia na psicanálise, discutindo-se, em seguida, o uso das próteses tecnológicas de fantasias. O capítulo treze é dedicado às fantasias virtuais dos meninos, destacando: o terrorista-policial, o herói-sobrenatural e o hacker-expert. Nesse capítulo também é abordado o Complexo de Édipo contemporâneo e as fantasias destrutivas nos ambientes digitais. O capítulo quatorze é dedicado às fantasias virtuais das meninas, com destaque às temáticas: a amada-escolhida, a mãe-bebê, e a celebridade. Nele também são discutidos os aspectos edípicos das fantasias femininas. No último capítulo, intitulado: "Voyeurismo e exibicionismo: algumas implicações das próteses de fantasias na subjetividade juvenil" é realizada uma síntese sobre os possíveis efeitos do uso da internet na constituição subjetiva do adolescente. O livro é finalizado com algumas considerações que visam sintetizar seus principais argumentos e conclusões. (AU)