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Córtex pré-frontal e hipocampo de ratos adultos jovens submetidos à separação materna e enriquecimento ambiental: recuperação do estresse pós-natal?

Processo: 14/26121-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2015 - 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Jorge Eduardo Moreira
Beneficiário:Jorge Eduardo Moreira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:José Inácio Lemos Monteiro Carvalho ; Suelen Merlo
Assunto(s):Neurociências  Enriquecimento ambiental  Reações à separação  Estresse em animal  Córtex pré-frontal  Hipocampo  Apoptose  Ratos 

Resumo

A separação materna é um dos modelos animais utilizados no estudo do estresse neonatal. É de grande interesse estudar as alterações encefálicas promovidas pela separação materna, bem como se as alterações promovidas por esse estresse pós-natal podem ser revertidas ou atenuadas pelo enriquecimento do ambiente. A redução do volume do córtex pré-frontal e do hipocampo observados em esquizofrênicos ou pacientes cronicamente deprimidos, pode ser decorrente de redução da neurogênese e/ou aumento da apoptose. Estudos do nosso laboratório mostram redução da neurogênese no hipocampo de animais submetidos à separação materna. Como o córtex pré-frontal não é considerado uma região neurogênica em indivíduos adultos, uma possível diminuição do volume do córtex pré-frontal nesses animais poderia ser causado pela redução do número de neurônios e/ou células gliais nessa região, devido possivelmente ao aumento da apoptose. Visto que as proteínas ligantes de cálcio possuem papel essencial em processos de neurogênese e morte celular programada, seria importante analisar alterações dessas proteínas no hipocampo e córtex pré-frontal de animais submetidos à separação materna e enriquecimento ambiental. Alterações sinápticas observadas em nossos estudos em animais submetidos ao ambiente enriquecido poderiam se estender ao córtex pré-frontal. A ausência de alterações na área imunopositiva para GFAP no hipocampo de animais submetidos a ambos os procedimentos não descarta o papel dos astrócitos nos processos de plasticidade neural e excitotoxidade. Seria importante, portanto, estudar as possíveis alterações moleculares nos transportadores gliais e neuronais de glutamato do hipocampo desses animais. (AU)