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Interface da resposta imunológica na obesidade e tuberculose

Processo: 15/00774-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2015 - 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:João Santana da Silva
Beneficiário:João Santana da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Daniela Carlos Sartori ; Isis Do Carmo Kettelhut
Assunto(s):Tuberculose  Mycobacterium tuberculosis  Resposta imune  Macrófagos  Linfócitos T CD4-positivos  Citocinas  Interleucina-18  Obesidade 

Resumo

A tuberculose á a doença que causa o maior número de mortes no mundo decorrente de infecção bacteriana. Mesmo sendo amplamente estudada considerando-se a relação do hospedeiro com o bacilo Mycobacterium tuberculosis, agente etiológico da doença, o conjunto de fatores que levam indivíduos imunocompetentes a desenvolverem a tuberculose ativa e progressiva é complexo e ainda não está completamente esclarecido. Dados gerados a partir de modelos experimentais mostram que a infecção com M. tuberculosis gera resposta imune celular, caracterizada, de modo geral, pela presença de macrófagos classicamente ativados (M1) e linfócitos T CD4+ produtores de IFN-g, sendo tal padrão associado com perfil protetor. Porém, esse mesmo perfil de resposta promove intensa inflamação nessa doença crônica. Dentre os fatores sócio-econômicos associados ao maior risco de desenvolver ou reativar a tuberculose destacam-se a desnutrição, o alcoolismo e os aglomerados populacionais. Compreender como diferentes fatores interferem na resposta dos indivíduos frente ao bacilo M. tuberculosis é imprescindível para auxiliar na busca de novas terapias para tuberculose. Nesse contexto, surge um novo campo de pesquisa, o Imunometabolismo. Durante os últimos 25 anos, houve aumento na incidência da obesidade no mundo. Nos indivíduos obesos, o tecido adiposo constitui-se, além dos adipócitos, de leucócitos, como macrófagos e células T. Disfunções metabólicas em pessoas obesas estão diretamente relacionadas com abundância de citocinas proinflamatórias. A inflamação gerada em decorrência da obesidade é denominada metainflamação. Caracteriza-se por menor magnitude que aquela existente nas doenças imuno-mediadas. A metainflamação contribui para o desenvolvimento de doenças crônicas, infecciosas ou não. Porém, associações entre a obesidade e infecção por M. tuberculosis ainda não foram investigadas detalhadamente. Nossa hipótese inicial é de que a resposta inflamatória gerada em decorrência da obesidade pode ser deletéria e promover progressão da tuberculose, embora uma associação inversa entre sobrepeso e tuberculose tenha sido descrita em estudos epidemiológicos. Além disso, também foi descrito que a obesidade pode modular negativamente a função de determinadas células do sistema imunológico. Assim, visando compreender melhor o papel da inflamação na tuberculose, nesse projeto vamos estudar como a obesidade afeta a suscetibilidade ou resistência e mecanismos intrínsecos à infecção por M. tuberculosis. (AU)