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Deslocamentos, descentramentos: romances sem fronteiras

Resumo

Apesar de instrumento importante nos diferentes processos de construção da nacionalidade e de identidade nacional, o romance nunca teve fronteiras e desde seu surgimento, por meio de transmigrações e transculturações, pôs em questão o que, nele, é nacional, e o que é estrangeiro; a evidência mais sintomática dessa porosidade certamente foram as intersecções, as mútuas apropriações e fertilizações que sempre caracterizaram o próprio modo de ser do gênero - híbrido, misturado e cosmopolita por excelência. A questão que nos toca é como pode uma forma literária gestada em um processo histórico específico - o da ascensão da burguesia e do capitalismo europeus - viajar e se enraizar em outras plagas? De que maneira acomoda o novo ambiente cultural? Como traduz uma nova realidade e conteúdos diferentes atravessando divisas linguísticas? De que modo se transforma graças aos novos usos e à nova situação em um novo tempo e lugar? O propósito comum que aproxima as vertentes desse projeto, portanto, é refletir sobre os sentidos desses deslocamentos e investigar suas sinergias, no processo de fundação e consolidação do romance e do sistema literário brasileiros. Utilizando o tema dos "deslocamentos" como ponto de partida, essa proposta tem como objetivo aproximar pesquisas nas subáreas da literatura mundial, da história do livro e teoria do gênero a fim de mapear o desenvolvimento do romance como um fenômeno que se desenvolve a partir das circunstâncias específicas da industrialização europeia, do capitalismo e do imperialismo, mas também como um gênero que resiste a essas meta-narrativas tanto em termos de seu apelo e leitorado transnacional. (AU)

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