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Expressão de microRNAs séricos no Diabetes tipo 1 autoimune

Resumo

Expressão de microRNAS séricos no diabetes tipo 1 autoimuneO Diabetes mellitus autoimune (DM1A) é caracterizado pela destruição específica das células ² do pâncreas e deficiência da produção de insulina, decorrente da agressão imunológica mediada por células linfocitárias, macrófagos e células NK, configurando a insulite. Frente à dificuldade na obtenção de amostras de tecido pancreático em humanos, grande parte do conhecimento da fisiopatologia do DM1A vem de estudos em modelos animais, que nem sempre expressam os mesmos mecanismos. Em paralelo, há baixa especificidade de marcadores obtidos em sangue periférico. O principal componente genético de predisposição ao DM1A (alelos HLA-DDR e DQ) é compartilhado por 40-50% da população normal. A presença de autoanticorpos anti-ilhotas não implica necessariamente em progressão para a doença e não espelha a função das células beta, justificando a necessidade de se definir biomarcadores que possam evidenciar o processo de destruição e regeneração das células beta pancreáticas.Recentemente, um novo mecanismo de regulação pós transcricional dos genes, desempenhado por pequenos RNAs de 21-25 nucleotídeos não codificadores de fita simples, denominados microRNAs, foram implicados na função e formação de células endócrinas pancreáticas, na secreção de insulina e também na regulação da imunidade inata e adaptativa. Estudos têm evidenciado que sua expressão no sangue pode espelhar sua expressão aberrante no pâncreas. São também marcadores de processos inflamatórios. Justificativas do estudo:Considerando a associação entre microRNAs marcadores da inflamação e específicos da função das células beta no sangue periférico e no pâncreas, optamos por analisar o perfil dos microRNAs, através da técnica de micro-array, em amostras de soro de pacientes pré-diabéticos e portadores de diabetes mellitus autoimune recente e compará-lo com o de controles normais. Esta avaliação permitirá verificarmos a expressão destes marcadores numa fase que antecede a doença, bem como na fase em que o processo de autoimunidade ainda está ativo (até 6 meses) e após a destruição das células ² (2 a 5 anos do diagnóstico), períodos onde não há a interferência de alterações estruturais em órgãos e tecidos, decorrentes das complicações crônicas do diabetes.A expressão dos miRNAs, juntamente com a dos autoanticorpos pancreáticos e níveis de peptídeo C, poderá fornecer informações importantes sobre a agressão imunológica, a funcionalidade e a destruição das células beta. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SANTOS, ARITANIA S.; NETO, EDECIO CUNHA; FUKUI, ROSA T.; FERREIRA, LUDMILA R. P.; SILVA, MARIA ELIZABETH R. Increased Expression of Circulating microRNA 101-3p in Type 1 Diabetes Patients: New Insights Into miRNA-Regulated Pathophysiological Pathways for Type 1 Diabetes. FRONTIERS IN IMMUNOLOGY, v. 10, JUL 23 2019. Citações Web of Science: 2.

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