Resumo
Às vésperas do golpe civil-militar de 1964, os trabalhadores e suas organizações frequentavam com assiduidade as dependências da Justiça do Trabalho em todas as suas instâncias. No entanto, essa presença cotidiana nos tribunais se perdeu nos desvãos da memória das esquerdas quanto na produção acadêmica. Entender como foi possível a produção desse esquecimento e silêncio é o propósito maior deste livro. A partir da análise de centenas de dissídios coletivos do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, a obra investiga a atuação do TRT diante das demandas de trabalhadores urbanos e rurais, sobretudo durante o fim do governo de João Goulart. É essa história mal conhecida que o livro investiga, com o propósito de sugerir uma interpretação alternativa sobre a reação golpista à organização e mobilização dos trabalhadores. A hipótese geral segue na direção oposta à tese clássica de que, nos estertores do regime democrático de 1945 a 1964, os conflitos sociais não encontraram vazão política dentro das instituições corporativistas criadas desde o Estado Novo. Pelo contrário, o que parecia inadmissível para grande parte dos grupos envolvidos no golpe era a maneira pela qual os trabalhadores, suas lideranças e seus movimentos ocuparam e deram sentidos diversos aos espaços oficiais de representação de interesses, sendo um deles a Justiça do Trabalho. (AU)
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