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Desenvolvimento de novos agentes hemostáticos coagulantes baseados em materiais zeolíticos para aplicações cirúrgicas e odontológicas

Processo: 14/22748-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de agosto de 2015 - 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Ana Paula Marques de Lima Oliveira
Beneficiário:Ana Paula Marques de Lima Oliveira
Empresa:GNJ - Consultoria e Desenvolvimento de Projetos Técnico-Científicos Ltda
Município: São José do Rio Preto
Pesq. associados:Jose Geraldo Nery
Bolsa(s) vinculada(s):15/19823-2 - Desenvolvimento de novos agentes hemostáticos coagulantes baseados em materiais zeolíticos para aplicações cirúrgicas e odontológicas, BP.PIPE
Assunto(s):Biomateriais  Hemorragia  Coagulação sanguínea  Morbidade  Mortalidade 

Resumo

Apesar dos avanços nas diferentes especialidades médicas, a hemorragia traumática continua a ser uma das principais causas de morbidade e mortalidade de pacientes. Assim, o desenvolvimento de novos materiais hemostáticos seguros e eficazes, para o controle de hemorragias tornou-se prioridade em vários centros de pesquisas. O agente hemostático ideal deve ter a capacidade de parar o sangramento tanto arterial quanto venoso, estar disponível para uso imediato, ser de fácil aplicação, leve, durável, estável, funcional, seguro e de baixo custo. Tradicionalmente, os agentes hemostáticos são classificados em 3 classes: hemostáticos tópicos, adesivos teciduais e vedantes e novos produtos. Dentre os hemostáticos tópicos podemos citar: colágeno, celulose, gelatina, trombina, hidrogel de etilenoglicol. Na classe de adesivos teciduais e vedantes: gelatinas com resorcinol e formaldeído, albumina com glutaraldeído, trombina com matriz de gelatina, fibrina e cianoacrilato. Entre os novos produtos: alguns polissacarídeos (chitosana), esmectita e zeólitas. Recentemente estudos publicados envolvendo a utilização de zeólitas como agentes hemostáticos revelaram resultados promissores no emprego desses materiais para o controle de sangramento. Estes estudos revelam que quando em contato com o sangue, as zeólitas adsorvem rapidamente as moléculas de água, concentrando as proteínas e elementos celulares essenciais para a formação do coágulo. Além disso, as superfícies das zeólitas, que são negativamente carregadas, fornecem um ambiente químico favorável que funciona como um ativador de contato do padrão intrínseco da cascata de coagulação. O potencial coagulante de zeólitas e sua comercialização só começaram a ser explorados com lançamento do agente hemostático QuikClot pela empresa norte-americana Z-Medica Inc. Em 2002, a Food and Drug Administration (FDA), aprovou o uso desse agente para cuidados de sangramento em vítimas de guerra. Todavia esse produto acabou revelando efeitos colaterais, tais como queimaduras graves, decorrentes da forte reação exotérmica quando colocado em contato com a pele, o que restringiu o seu uso. A aprovação do uso do Quickclot tornou patente a aplicação dos zeolitos como agentes hemostáticos, entretanto inovações devem ser introduzidas para tornar o material mais seguro, melhorar o seu desempenho e expandir a sua aplicação. Portanto, fica evidente a necessidades de novos materiais zeolíticos especialmente modulados para serem usados como agentes hemostáticos. Neste contexto, os objetivos deste projeto de pesquisa são as sínteses, caracterização e modulação de diferentes materiais zeolíticos nas escalas nanométricas e micrométricas, para que os mesmos possam ser usados como agentes hemostáticos no controle de sangramentos. Os materiais serão sintetizados de acordo com a metodologia clássica de química sol-gel, caracterizados por técnicas físico-químicas do estado sólido e seu potencial como agente hemostático será testado com estudos tromboelastrográficos (TEG). O alcance dos objetivos apresentados trará a possibilidade de uma exploração ainda maior na pesquisa destes materiais, como por exemplo, a busca de uma formula farmacêutica ideal para a incorporação desses materiais. Além disso, a possibilidade de nacionalização de alguns destes agentes hemostáticos, ainda não comercializados no mercado brasileiro, visto que estes materiais são altamente necessários em serviços de emergência, unidades hemodinâmicas, centros cirúrgicos, salas de parto, unidades de cuidados intensivos, e consultórios dentários. (AU)

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