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Os fins da ficção em Philip Roth e J. M. Coetzee

Processo: 15/02207-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2015 - 30 de setembro de 2017
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária
Pesquisador responsável:Adriano Schwartz
Beneficiário:Adriano Schwartz
Instituição-sede: Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Romance  Ficção (literatura)  Autobiografias  Análise de texto 

Resumo

Na minha pesquisa anterior, produzida com apoio da Fapesp, estudei as relações entre ficção e autobiografia no romance contemporâneo. Busco agora retomar uma das mais relevantes conclusões ali obtidas, a de que, por meio de um instrumento improvável, o recurso autobiográfico, e de uma exaustiva e minuciosa autoavaliação, está em curso uma tentativa de reinvenção do ficcional, de validação do ficcional em um ambiente pouco propício. Este projeto parte daí, transformando esta conclusão provisória em uma nova hipótese, a de que a produção não-ficcional de autores específicos pode ajudar a compreender esse processo de reinvenção. Para lidar com ela, escolheu-se trabalhar com dois autores centrais, Philip Roth e J.M. Coetzee, e buscar extrair do confronto entre a análise textual de obras literárias de ambos e as suas reflexões ensaísticas e correspondência uma compreensão do alcance e dos limites do romance contemporâneo, tentando apreender como esse conjunto de textos enxerga, discute e principalmente valida as condições do fazer artístico e a própria existência da ficção nestes tempos que um personagem de Coetzee chamou de "nova idade das trevas". (AU)