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Desenvolvimento de uma vacina bacteriana-toxóide para prevenção da síndrome da má qualidade da casca de ovos em aves reprodutoras e poedeiras comerciais

Processo: 98/14865-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de abril de 1999 - 31 de julho de 2002
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Masaio Mizuno Ishizuka
Beneficiário:Masaio Mizuno Ishizuka
Empresa:Livet Produtos Veterinários Ltda
Município: Campinas
Assunto(s):Desenvolvimento de vacinas  Epidemiologia veterinária 

Resumo

A presente pesquisa pretende dar continuidade ao estudo da má qualidade da casca de ovos de aves reprodutoras e, principalmente, poedeiras comerciais no Brasil, para desenvolver uma vacina bacteriana-toxóide visando prevenir ou minimizar tal problema (fases 1 e 2, respectivamente, do plano de trabalho). Diante das grandes perdas econômicas da avicultura brasileira, decorrentes da má-formação da casca dos ovos (cerca de R$ 79 milhões, em 1996), e da constatação de que parte das causas desse problema poderia estar ligada não somente à idade, nutrição, genética ou ao meio ambiente, mas também à sanidade das aves - envolvendo patologias específicas, com alteração do processo de metabolismo do cálcio intramedular, causadas por agentes infecciosos não conhecidos ou pouco estudados -, iniciou-se, pela Livet Produtos Veterinários, um estudo microbiológico de medula óssea de fêmur, tíbia e metatarso de aves com qualidade de casca de ovos alterada. Com isso, notou-se que a alteração da calcificação da medula óssea, e a conseqüente má-formação da casca dos ovos, está possivelmente relacionada à etiologia bacteriana com o envolvimento de suas respectivas toxinas. Experimentos de campo permitiram identificar bactérias como S. epidermides, S. aureus, Haemophylus sp., Streptococcus sp., E. coli e Bacilus sp. na medula óssea de aves com e sem problema de casca de ovos em um mesmo plantel e elaborar uma vacina experimental a partir, apenas, da S. aureus. Aves vacinadas e não vacinadas mostraram relação com a presença bacteriana e o processo de reabsorção intramedular de cálcio. (AU)