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Avaliação de mutações germinativas em TSC2 e demais genes relacionados a síndromes hereditárias em neoplasias neuroendócrinas gastroenteropancreáticas

Processo: 15/12535-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2015 - 31 de outubro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Jorge Sabbaga
Beneficiário:Jorge Sabbaga
Instituição-sede: Hospital Sírio-Libanês. Sociedade Beneficente de Senhoras (SBSHSL). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Anamaria Aranha Camargo ; Paula Fontes Asprino ; Pedro Alexandre Favoretto Galante
Assunto(s):Oncologia  Síndromes neoplásicas hereditárias  Tumores neuroendócrinos  Adenocarcinoma  Ilhotas pancreáticas  Gene TSC2  Mutação 

Resumo

As neoplasias neuroendócrinas gastroenteropancreáticas (NNE-GEP) têm origem nas células do sistema neuroendócrino difuso presente ao longo do trato gastrointestinal e nas ilhotas de Langerhans do pâncreas. Embora relativamente raro quando comparado ao adenocarcinoma do trato gastrointestinal, importantes avanços nos métodos diagnósticos fizeram com que sua incidência aumentasse nas últimas décadas, o que associado ao comportamento indolente em um subgrupo de pacientes, tornam essa entidade de relevância crescente. A maioria das NNE-GEP são eventos esporádicos, no entanto, de 5 a 10% dos pacientes possuem histórico familiar sugestivo de síndromes. Em estudo realizado por esta equipe de pesquisadores, 7 pacientes tiveram seus tumores neuroendócrinos primários sequenciados. Em 2 casos foram identificadas mutações deletérias em TSC2, posteriormente confirmadas como de origem germinativa. Nenhum dos pacientes possuía histórico sugestivo de predisposição familiar a câncer ou fenótipo de esclerose tuberosa. O objetivo primário do estudo é definir a prevalência de mutações germinativas em TSC2 nos pacientes com NNE-GEP. O objetivo secundário é determinar, nessa mesma população, a frequência de mutações associadas às demais síndromes genéticas que predispõe a NNE (MEN1, RET, VHL, NF1, TSC1, FLCN e TP53). Serão envolvidos no estudo 96 pacientes atendidos no HSL ou ICESP, com diagnóstico anatomopatológico de neoplasia neuroendócrina, para os quais haja dados clínicos disponíveis. Será coletado o sangue; extraído o DNA da papa leucocitária; para que então sejam avaliados os genes de interesse por meio de captura baseada em amplicon, com posterior sequenciamento em plataforma de nova geração (Illumina). Os dados clinicopatológicos da população estudada, bem como as informações da análise molecular, serão analisados através do uso de técnicas de estatística descritiva, sendo posteriormente comparados com os dados disponíveis na literatura médica científica. (AU)