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Uso de diopsidito como corpo moedor para moinhos de bola

Processo: 15/07486-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de novembro de 2015 - 31 de julho de 2016
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Minas - Tratamento de Minérios
Pesquisador responsável:José Francisco Marciano Motta
Beneficiário:José Francisco Marciano Motta
Empresa:Minaplan Comércio e Serviços Ltda
Município: São Paulo
Pesq. associados:Anselmo Ortega Boschi ; Antenor Zanardo ; Fábio Gomes Melchiades ; Guillermo Rafael Beltran Navarro
Auxílios(s) vinculado(s):16/08594-5 - Uso de diopsidito como corpo moedor para moinhos de bola - fase 2, AP.PIPE
Bolsa(s) vinculada(s):15/23069-1 - Uso de diopsidito como corpo moedor para moinhos de bola, BP.PIPE
Assunto(s):Moagem  Mineralogia  Cerâmica (materiais cerâmicos)  Moinhos 

Resumo

Na indústria de cerâmica de pisos e revestimento via úmida, sanitários, colorifícios, refratários e isoladores, as matérias primas usadas são moídas em moinhos de bola com granulometria passante em 200# (0,074 mm em diâmetro equivalente). A eficiência dos moinhos varia conforme a geometria do moinho, tipos de circuitos, tipos de revestimentos e corpos moedores e variáveis operacionais (velocidade, grau e relação de enchimento). No caso dos corpos moedores, os mesmos são constituídos de bolas ou seixos silicosos naturais (sílex, calcedônia, granito etc.) e, secundariamente, de materiais cerâmicos (alumina, zircônia). Na indústria cerâmica, as bolas têm que moer as matérias-primas sem contaminá-las com compostos cromóforos (Fe, Mn, Ti etc). As esferas de alumina e zircônia são mais densas, apresentam maior resistência ao desgaste superficial e tem desempenho superior e maior durabilidade, porém são muito caras e menos disponíveis no mercado, sobretudo quando se trata de diâmetros maiores, mais usados na cominuição de 200 #. Esses corpos moedores ficam mais restrito a moagem dos materiais de esmaltes. Por outro lado, o sílex natural, embora menos denso e com maior desgaste são mais barato, tem maior flexibilidade quanto ao tamanho das bolas e tem maior agilidade na entrega. No mercado consumidor, as bolas de sílex são as mais utilizadas para moagem de feldspato, quartzo e argilas. No entanto, com a introdução recente do diopsídio como matéria-prima cerâmica, os seixos de sílex não vêm apresentando desempenho satisfatório, chegando a ter redução de 50% de produtividade, quando comparado à moagem de feldspato com bolas de sílex. Em alguns casos, há empresas que desistem da moagem do diopsídio, atividade que é concentrada em poucas empresas. O motivo que causa a dificuldade de moagem está relacionado, provavelmente, à densidade alta do material (3,0-3,3 g/cm3) e resistência ao desgaste. Dessa forma, observa-se que há indicações de que o diopsidito associa densidade, resistência e isenção de contaminantes, podendo ter potencial para utilização como corpo moedor de melhor desempenho do que os seixos de sílex e podem ter desempenho próximo ao da alumina. Neste contexto, o projeto aqui proposto visa avaliar a viabilidade da pesquisa para o desenvolvimento técnico-econômica do uso de corpos moedores constituídos de diopsidito para a moagem do próprio diopsidito e de outros minerais industriais. Trata-se de um produto inovador, cuja rocha naturalmente associa densidade e resistência ao desgaste e que deve propiciar melhor desempenho na moagem e melhor custo-benefício do que os produtos tradicionais. Esta Fase 1 busca avaliar essas premissas, de forma preliminar, para mostrar a viabilidade da pesquisa. O método de trabalho prevê as seguintes etapas: Organização do Projeto; Pesquisa Bibliográfica; Preparação de Campo; Trabalhos de campo; Análises químicas e mineralogia; Ensaios Tecnológicos; Tratamento de Dados; e elaboração de Relatório Parcial e Final. O resultado esperado é a indicação da viabilidade da pesquisa para o desenvolvimento de um corpo moedor de diopsidito, que poderá propiciar um melhor custo benefício em relação aos corpos moedores tradicionais na moagem industrial de matérias primas cerâmicas no universo industrial do Estado, Brasil e no exterior. (AU)

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