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Adaptação do inventário de personalidade de Jesness ao contexto brasileiro

Processo: 15/11075-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2015 - 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Tratamento e Prevenção Psicológica
Pesquisador responsável:Marina Rezende Bazon
Beneficiário:Marina Rezende Bazon
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Avaliação psicológica  Adaptação cultural  Inventário de personalidade  Delinquência juvenil 

Resumo

O envolvimento em atividades que implicam em comportamentos de risco, incluindo os que consistem em violação das leis, não é incomum na adolescência. Verifica-se, entretanto, padrões variados de implicação nessas atividades, sobretudo naquelas que se referem a atos infracionais, denotando diferenças no "nível de engajamento infracional". Nessa perspectiva, avaliar os adolescentes processados na Justiça Juvenil pela implicação em atividade delituosa, tendo em vista a necessidade de auxiliar nas tomadas de decisão judicial e no direcionamento das intervenções socioeducativas, é uma das tarefas cruciais atribuídas aos profissionais da Psicologia, que atuam no contexto forense. A avaliação da personalidade, em meio a outras atividades de avaliação, pode ajudar a verificar o quanto a atividade infracional remete ao desenvolvimento de uma atitude favorável à violação das leis e a outras dificuldades e defasagens desenvolvimentais. Para tanto, destaca-se como instrumento, pertinente a esse processo, o Inventário de Personalidade de Jesness (IPJ). Desenvolvido no contexto norte-americano, especialmente para avaliar mudanças decorrentes de intervenções em programas para adolescentes infratores, no plano atitudinal, o IPJ é composto por 160 itens agrupados em 13 escalas: dez remetem a padrões de atitudes e a traços de personalidade, duas a comportamentos relacionados a critérios de classificação de transtornos do DSM-IV; e uma escala final, denominada Índice de Associabilidade, oferece um indicador de risco de reincidência. Estudos sobre a aplicabilidade do Inventário ao contexto brasileiro vêm sendo implementados desde a década de 1980. A presente investigação se alinha a esses no sentido de realizar análises adicionais, visando à sua adaptação a adolescentes brasileiros, do sexo masculino, com idade entre 12 e 18 anos. Os procedimentos já realizados envolveram tradução, retrotradução e avaliação qualitativa do instrumento, o que concorreu para a produção da versão brasileira do Inventário (IPJ-R-Br), bem como a testagem de algumas de suas propriedades psicométricas (evidências de validade e precisão), e o estabelecimento de padrões normativos de interpretação para as idades de 14 a 18 anos. A proposta atual consiste em ampliar os testes sobre suas qualidades psicométricas: a) obtendo novos indicadores de validade do instrumento (de critério do tipo concorrente, de constructo do tipo discriminante e identificando perfis de personalidade na amostra total e por faixa etária, e em subamostras, envolvendo adolescentes da população e judicializados, além de análises fatoriais confirmatórias); b) novos indicadores de fidedignidade (por meio do método das metades e por meio do teste-reteste); c) estabelecendo padrões normativos mais robustos para o instrumento, ampliando a amostra de adolescentes nas idades já estudadas (com idades entre 14 e 18 anos), e envolvendo agora as idades nunca antes estudadas, 12 e 13 anos. Para tanto, serão utilizados dados armazenados em banco regularizado, juntamente com dados novos, coletados com adolescentes que serão recrutados em escolas/equipamentos educacionais, estimando-se trabalhar com uma amostra total de cerca de 1.380 adolescentes. Os dados serão compilados e analisados mediante tratamento estatístico específico, utilizando-se o software IBM® SPSS® Amos" 22, conforme a necessidade. (AU)