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Avaliação dos efeitos do precondicionamento isquêmico direto e remoto no transplante hepático em suínos

Processo: 14/25676-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2016 - 31 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Uenis Tannuri
Beneficiário:Uenis Tannuri
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Alessandro Rodrigo Belon ; Ana Cristina Aoun Tannuri ; Jose Luiz de Figueiredo ; Maria Cecília de Mendonça Coelho
Assunto(s):Isquemia  Reperfusão  Cirurgia pediátrica 

Resumo

O transplante hepático (TH) é o único método de tratamento efetivo e aceitável para pacientes em estágio final de falência hepática. O TH pode prolongar e melhorar a qualidade de vida desses pacientes. O progresso na qualificação dos profissionais envolvidos no manejo trans e pós operatório, combinado com novos regimes de tratamentos imunossupressores, contribuíram para a melhora a curto e longo prazo dos resultados desses transplantes. Porém, apesar desses avanços, a lesão de isquemia e reperfusão (I/R), durante a retirada e implantação do enxerto, continua sendo uma importante causa de disfunção primária e também relaciona-se com casos de rejeições agudas e crônicas.No intuito de minimizar os efeitos deletérios da I/R nos enxertos, o desenvolvimento e a utilização de novas soluções de conservação, por exemplo, contribuiu positivamente para o sucesso dos transplantes de fígado. Novas estratégias estão sendo estudadas/desenvolvidas. O pré-condicionamento isquêmico (PCI), manobra pela qual se geram breves períodos de isquemia seguidos de breves períodos de reperfusão, previamente a um insulto isquêmico (transplante) pode ajudar ao enxerto a tolerar um longo período de isquemia e a subsequente reperfusão. O PCI é considerado um mecanismo endógeno protetor tanto no doador quanto no receptor. A liberação de substancias na corrente sanguínea, após a PCI, pode desenvolver efeitos protetores, por exemplo, redução de apoptose e necrose celular do enxerto, e consequente aumento na sobrevida dos transplantes hepáticos. O pré-condicionamento pode ser direto (no órgão alvo) ou indireto (remoto). No PCI direto (PCID), a maior desvantagem é o estresse mecânico causado nas estruturas vasculares principais do órgão. PCI remoto (PCIR) é o procedimento onde o órgão alvo não sofre os episódios de isquemia breves, ou seja, um outro órgão é isquemiado por um curto período e o efeito protetor atua no órgão alvo. Na literatura são escassas as pesquisas relatando o possível efeito benéfico do PCI em transplante hepático em animais de grande porte. O objetivo do projeto e observar os efeitos do PCI no modelo de transplante hepático ortotópico em suínos de peso semelhante, já que a eficiência destas técnicas vem sendo comprovada tanto no transplante hepático, quando nas síndromes de I/R em animais de pequeno porte. Neste estudo, usaremos 48 suínos (24 doadores e 24 receptores). Os animais serão alocados nos seguintes grupos: Grupo controle (GCT N=6); Grupo PCID no doador (GPCIDD; N=6); Grupo PCIR no receptor (GPCIRR; N=6) e Grupo PCID no doador e PCIR no receptor (GPCIDD+GPCIRR; N=6). Após a realização do transplante, os animais serão alocados em baias individuais onde receberão analgésicos de 8/8h e antibióticos de 12/12h. Os acessos cervicais, venoso e arterial, serão mantidos para coleta de amostras sanguíneas a cada 3 horas durante um período de 24 horas, após o período experimental os animais serão eutanasiados para coletas de biópsias renal, pulmonar, hepática e intestinal. Serão usadas para a comparação variáveis hemodinâmicas (frequência cardíaca, pressão arterial media e pressão venosa central), medidas de transporte de oxigênio (conteúdo oxigênio, hemoglobina, saturação de oxigênio, pressão parcial de oxigênio e pressão parcial de gás carbônico), variáveis laboratoriais (pH, excesso de base, íons bicarbonato, dosagem de lactato, hematócrito, sódio, cálcio e glicose), dosagens séricas de TGO, TGP, ureia, creatinina e citocinas inflamatórias (IL 1², IL6, IL10, IFN ( e TNF ±), análise molecular (gene pró-apoptótico: Bax, gene anti-apoptótico: Bcl-XL, gene de proliferação celular: IL-6 e gene gerador de oxido nítrico: eNOS), análise histológica e imuno-histoquímica (fígado, rim, intestino e pulmão), a fim de verificar diferenças entre os grupos. Avaliando-se os efeitos locais e sistêmicos dos tratamentos e também se há efeito acumulativo dos tratamentos quando efetuados subsequentes. (AU)