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Entre a beleza do morto e a cultura viva: mediadores da cultura popular na São Paulo da virada do milênio

Processo: 15/18441-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de dezembro de 2015 - 30 de novembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Urbana
Pesquisador responsável:Maria Celeste Mira
Beneficiário:Maria Celeste Mira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Sociais. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Mediação cultural  Cultura brasileira  Cidades  Tradição  Cultura popular  Política cultural 

Resumo

A tese central deste trabalho é que, atualmente, em situação de mundialização da cultura, estamos vivendo um novo momento na história das apropriações do conjunto de práticas ao qual se convencionou denominar cultura popular. Desse modo, seu objetivo primordial é compreender em que medida as ações e representações vinculadas à ideia de cultura popular, surgidas a partir de meados dos anos 1980, transformaram mais uma vez essa noção; é investigar esse novo momento, buscando perceber permanências e rupturas em relação ao passado, em particular, ao período folclorista. Partindo do princípio de que o conceito de cultura popular é formulado por intelectuais, enquanto mediadores simbólicos entre as classes populares e outros grupos de interesse, a metodologia adotada foi o estudo de agentes culturais atualmente envolvidos com a questão, a saber: os próprios folcloristas, as ONGs, gestores culturais do Estado e grupos informais na cidade de São Paulo. Após o exame detalhado das produções e crenças dos novos intelectuais da cultura popular, conclui-se haver mudanças importantes em relação ao período folclorista, embora vários traços do velho conceito resistam ao tempo e mesmo se fortaleçam com sua associação à causa da "diversidade cultural". (AU)