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Avaliação da associação do tabagismo com deposição de ácidos graxos e hipertrofia cardíaca

Processo: 15/06772-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2015 - 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Suzana Erico Tanni Minamoto
Beneficiário:Suzana Erico Tanni Minamoto
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Pesq. associados:Paula Schmidt Azevedo Gaiolla
Assunto(s):Pneumologia  Tabagismo  Remodelação ventricular  Hábito de fumar 

Resumo

O tabagismo é o principal fator de risco evitável para desenvolvimento de várias doenças como câncer, doenças cardiovasculares, pulmonares, dentre outras. A exposição aos produtos químicos da fumaça do cigarro contribui para o desenvolvimento e progressão da doença arterial coronariana, aumentando a síntese de radicais livres e do processo inflamatório sistêmico, ativam a agregação plaquetária, estimulam a disfunção endotelial e aumentam o risco de trombose. Efeitos tóxicos da fumaça do cigarro foram associados a alterações de remodelação cardíaca com hipertrofia excêntrica, independentemente dos efeitos hemodinâmicos. A fumaça atua como injúria cardíaca capaz de desencadear o processo de remodelação cardíaca, resultando nas alterações bioquímicas, moleculares e celulares, o que se manifesta clinicamente por alteração do tamanho, forma e função do coração a partir de carga ou lesão cardíaca. Recentemente foram identificados em um estudo experimental diminuição da atividade de enzimas da beta oxidação de ácidos graxos e aumento dos triglicerídeos cardíacos quando os ratos são expostos à fumaça do cigarro. Os mecanismos pelos quais a fumaça do cigarro estimula o processo inflamatório e desenvolve doenças cardiovasculares não são totalmente compreendidos, sendo assim os objetivos desse estudo serão avaliar as alterações da deposição de ácidos graxos no miocárdio após a cessação do tabagismo e observar as alterações morfológicas e funcionais do coração antes e após a cessação do tabagismo através de variáveis ecocardiográficas. Por meio do exame de ecocardiograma, ressonância magnética, perfil lipídico e ácido graxos livres. Dentre a literatura analisada não foram encontrado estudos que mostram alterações no metabolismo da glicose e de ácidos graxos no coração de indivíduos tabagistas, como também associação entre o acúmulo de triglicérides no coração com hipertrofia e a disfunção miocárdica. Assim, a hipótese deste estudo é que o tabagismo aumenta o deposito de ácidos graxos, contribuindo para hipertrofia cardíaca. O que torna o trabalho fundamental para melhorar a compreensão dos mecanismos fisiopatológicos do tabaco em seres humanos, como também permitirá a identificação precoce de fatores de risco em usuários do tabaco. (AU)