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Os modos operísticos do cinema chinês: formas e funções da civilização imaginada

Processo: 15/20043-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2016 - 31 de janeiro de 2018
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Cinema
Pesquisador responsável:Cecilia Antakly de Mello
Beneficiário:Cecilia Antakly de Mello
Instituição-sede: Escola de Comunicações e Artes (ECA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):China  Ópera 

Resumo

A pesquisa proposta é dedicada a uma reflexão sobre as noções de distanciamento e identificação espectatorial a partir do estudo dos modos operísticos do cinema da China continental. Desde o primeiro filme realizado em Pequim em 1905 até a obra do diretor contemporâneo de maior relevo no país, Jia Zhangke, o cinema chinês vem demonstrando uma afinidade particular com a ópera chinesa, em seus diversos estilos. Para essa investigação, serão analisados dez exemplos dessa interação, sob o ponto de vista histórico, estético e político, partindo do primeiro cinema chinês, passando pela produção dos anos 1930 e 1940, pelos primeiros 17 anos da República Popular da China (1949-1965), pelas óperas-modelo da Revolução Cultural (1966-76) e chegando finalmente ao cinema contemporâneo da Quinta e Sexta Gerações, com ênfase nos filmes Adeus minha concubina (霸王别姬 Bawang Bie Ji, Chen Kaige, 1993) e Um toque de pecado (天注定Tian Zhuding, Jia Zhangke, 2013). A intenção será, em um primeiro momento, investigar de que modo a presença da ópera no cinema chinês provoca, no lugar de distanciamento, uma forma de identificação espectatorial privilegiada. Para isso, será necessário reverter a fórmula brechtiana inspirada em parte nas performances operísticas de Mei Lanfang, e que tende a enxergar no antinaturalismo desta forma de arte uma marca de reflexividade. Em seguida, a pesquisa busca expandir a reflexão para sugerir que essas obras provocam um tipo de identificação tanto psicológica/individual quanto coletiva, funcionando assim, justamente por sua impureza, como alegorias não de uma nação, mas sim de uma "civilização imaginada". (AU)