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IECG - eletrocardiógrafo miniaturizado para monitorização médica remota

Processo: 14/22773-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de dezembro de 2015 - 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Biomédica - Engenharia Médica
Pesquisador responsável:Roberto Castro Júnior
Beneficiário:Roberto Castro Júnior
Empresa:Ventrix Holding S/A
Município: Cotia
Assunto(s):Telemedicina  Cardiologia  Testes de função cardíaca  Eletrocardiografia  Cardiopatias  Infarto do miocárdio 

Resumo

Nas últimas décadas, o desenvolvimento da chamada "era da reperfusão", com a formulação de agentes trombolíticos que podem dissolver trombos agudos e de outras técnicas de tratamento como a angioplastia coronária transluminal percutânea (ACTP) que pode reabrir vasos ocluídos, fez com que o diagnóstico e o tratamento precoce do infarto agudo do miocárdio (IAM) reduzam de maneira significativa a mortalidade. No Brasil, segundo os Indicadores e Dados Básicos - Brasil fornecidos pelo Ministério da Saúde, 80.000 pessoas morrem por ano de doenças esquêmicas do coração. Porém, segundo a mesma fonte de informação, as bases de dados nacionais sobre mortalidade apresentam cobertura insatisfatória em muitos municípios do País, havendo expressiva subenumeração de óbitos nas regiões Norte e Nordeste. Imprecisões na declaração da "causa da morte" condicionam o aumento da proporção de causas mal definidas, comprometendo a qualidade do indicador. Em meio a "era da reperfusão" (desenvolvimento de fármacos que podem reverter quadros agudos de doenças do coração), sabe-se que este ano aproximadamente 4 a 5 milhões de pacientes serão avaliados nos serviços médicos de emergência dos Estados Unidos por quadro de dor torácica, sendo que em 2 milhões será feito o diagnóstico de síndrome isquêmica aguda, sendo que cerca de 500.000 serão hospitalizados com diagnósticos de angina instável, e cerca de 1,5 milhão sofrerá IAM. Cerca de 1/3 desses pacientes com IAM irá a óbito, com metade dessas mortes ocorrida na primeira hora. Incluindo a mortalidade pré-hospitalar, o primeiro ataque prolongado de dor isquêmica tem uma taxa de fatalidade de 34% e, em 17% dos pacientes, é o primeiro, único e último sintoma. Para acompanhar este rápido desenvolvimento, focando a agilidade do atendimento, a American Heart Association (AHA), juntamente com o American College of Cardiology (ACC), o National Heart Lung and Blood Institute (NHLBI), a Agency for Health Care and Pratice Research (AHCPR) e o Programa Nacional de Alerta ao Ataque Cardíaco (PNAAC), desenvolveu importantes orientações de consenso. O ACC e o AHA publicaram as Gudelines for the Management of Patients with Acute Myocardial Infarction. O NHLBI e o AHCPR publicou uma série de importantes recomendações para a identificação e manuseio rápido de pacientes com IAM. Entre todos os referidos órgãos são comuns as afirmações de que a preservação do músculo cardíaco é tempo-dependente, com o maior benefício nas primeiras horas; que o sentido de urgência é mandatório; que o retardo pelos pacientes e pelo SME prolonga significativamente o tempo para início da terapia de reperfusão; e que o atraso no atendimento aumenta a mortalidade, pois reduz a eficácia da trombólise. É também comum a afirmação de que o ECG transmitido para o hospital acelera o diagnóstico e abrevia o tempo de trombólise. O National Heart Attack Alert Program, por exemplo, recomenda que os SME considerem o fornecimento de aparelhos de eletrocardiograma para os veículos de emergência a fim de facilitar o diagnóstico de IAM, e que todo veículo de atendimento avançado seja capaz de transmitir o ECG para o hospital. Nesse contexto, o objetivo do iECG é desenvolver um equipamento que possa realizar o ECG e transmiti-lo a uma Central de Atendimento Médico de modo que a Central, além de orientar o paciente e acionar o resgate, também possa enviar o ECG ao hospital antes da chegada do paciente. O desafio do iECG consiste em buscar soluções para tornar o equipamento e sua operação simples o suficiente para a utilização de um leigo, dispensando o uso de cabos, gel e tricotomia e completo o suficiente para que um profissional de saúde possa obter todos os dados necessários e também manter uma comunicação com a Central. O equipamento deve ainda ser capaz de se conectar a Central de Atendimento Médica de várias maneiras, todas sem fio. (Referências bibliográficas nos Anexos). (AU)

Matéria(s) publicada(s) no Pesquisa para Inovação FAPESP sobre o auxílio:
Eletrocardiógrafo miniaturizado e sem fios facilitará o diagnóstico remoto de pacientes 
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