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Imagem espessura: entre fotografia, cinema e vídeo

Processo: 15/21769-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de fevereiro de 2016 - 31 de janeiro de 2017
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Fotografia
Pesquisador responsável:Cecilia Almeida Salles
Beneficiário:Cecilia Almeida Salles
Instituição-sede: Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Vídeo  Cinema 

Resumo

A presente publicação tem como objeto de estudo as sobreposições espaçotemporais a partir de uma reflexão analítica sobre os estados de imagem transitórios de determinado corpus fotográfico. Tomou-se como ponto de partida a hipótese de que os estados limiares das imagens provêm da ruptura das especificidades dos campos, que rumam do centro dos sistemas em direção às bordas, sendo que as zonas periféricas propiciam o espessamento, os processos de semiose e a inter-relação entre as linguagens. O corpus é constituído da série fotográfica Potsdamer Platz, 1997-1999, de Michael Wesely, que cria relações tensivas entre os sistemas da fotografia e do cinema, gerando um campo de instabilidade levantando questões sobre fixidez e cinetismo. Nesse sentido, os pontos principais de análise da obra estão centrados no processo fotográfico que se dá no continuum, levando a uma constituição da imagem fotográfica vinculada ao fluxo e à espessura. Essa condição imagética desencadeada pelo processo de ação intensiva dos eixos espaçotemporais leva ao imbricamento das linguagens por meio dos estados mutantes configurando-se, assim, em imagem-espessura e imagem-fluxo. Dentro desse campo de forças que se dá entre as imagens ocorrem as relações que conflitam movimento e estase. A fundamentação teórica da tese está subsidiada nas formulações sobre o entre-imagens e os estados de imagem, como o efeito-foto forjado por Raymond Bellour. Soma-se ao quadro teórico o pensamento de Phillipe Dubois quando fala sobre o efeito-cinema e os movimentos improváveis. Esse solo teórico ofereceu a sustentação para a articulação conceitual da imagem-espessura e da imagem-fluxo. Por sua vez, a opção metodológica para o entendimento do processo de espessamento dos eixos espaçotemporais dessas imagens foi guiada pela observação das sobreposições entre os textos culturais, pela observação de fotografias, pinturas e filmes investigados e pela construção de gráficos e diagramas para a compreensão do funcionamento de conceitos e estruturas sistêmicas que evidenciam os processos relacionais das linguagens. (AU)

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