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A (in)visibilidade de um legado: seleção de textos dramatúrgicos inéditos de Júlia Lopes de Almeida

Processo: 15/21790-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de fevereiro de 2016 - 31 de janeiro de 2017
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Marcos Antonio de Moraes
Beneficiário:Marcos Antonio de Moraes
Instituição-sede: Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil

Resumo

O livro "A (in)visibilidade de um legado: seleção de textos dramatúrgicos inéditos de Júlia Lopes de Almeida", decorrente da pesquisa de pós-doutorado realizada por Michele Asmar Fanini no Instituto de Estudos Brasileiros/USP, sob os auspícios da FAPESP, apresenta uma edição fidedigna, acompanhada de texto de apresentação, de um corpus documental formado pelos manuscritos autógrafos e datiloscritos dos seguintes textos dramatúrgicos inéditos, de autoria da escritora carioca aludida em seu título: "O Caminho do Céu", "A Última Entrevista", "A Senhora Marquesa", "O Dinheiro dos Outros", "Vai Raiar o Sol" e "Laura". Quando tomados em conjunto, tais textos oferecem uma pintura multicolor de certas práticas e costumes urbanos característicos da sociedade brasileira do entresséculos(XIX-XX), apreendidos, o mais das vezes, sob a ótica herdada do realismo, na qual se destacam temas como a escravidão, a agiotagem, o arrivismo social, a educação feminina, a assimetria das relações de gênero, a estratificação social e o correspondente preconceito de classe, o casamento por interesse, as conveniências sociais, os vícios humanos (a jogatina figura como o mais recorrente) e suas virtudes (a humildade, a retidão de caráter, a generosidade etc.). Isso posto, espera-se que o presente volume contribua não apenas para o redimensionamento do legado literário de Júlia Lopes de Almeida, mas para aqueles estudos dedicados ao cultivo de uma memória das artes dramáticas que vicejaram ao longo da "belle époque tropical", da qual as teatrólogas foram, quando não obnubiladas, expressamente sub-representadas. (AU)