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Avaliação da capacidade estimulatória de células dendríticas derivadas de monócitos em pacientes com hanseníase

Processo: 15/23256-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2016 - 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Vânia Nieto Brito de Souza
Beneficiário:Vânia Nieto Brito de Souza
Instituição-sede: Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL). Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). Bauru , SP, Brasil
Pesq. associados:Ana Carla Pereira Latini ; Ana Paula Campanelli ; Liana Maria Cardoso Verinaud ; Patrícia Sammarco Rosa
Bolsa(s) vinculada(s):18/17409-2 - Avaliação da capacidade estimulatória de células dendríticas derivadas de monócitos em pacientes com hanseníase, BP.TT
18/17411-7 - Diferenciação conjunta de macrófagos e DCs a partir de monócitos em pacientes com hanseníase, BP.TT
Assunto(s):Células dendríticas  Hanseníase 

Resumo

A imunologia da hanseníase guarda ainda muitos pontos não elucidados. Embora os perfis Th1 e Th2 prevaleçam respectivamente nos polos tuberculóide e virchowiano (lepromatoso) da doença, os fatores responsáveis pela polarização da resposta imune não são conhecidos; ademais o papel de perfis de resposta imune descritos mais recentemente como Treg, Th9, Th17 e Th22 não está estabelecido. Considerando que as células dendríticas (DCs) fazem o reconhecimento de antígenos, processamento e apresentação para os linfócitos T CD4+, direcionando através da produção de citocinas e expressão de moléculas coestimulatórias o desenvolvimento de diferentes perfis de resposta, acreditamos que estas células tem um papel chave na susceptibilidade à doença e nas suas manifestações clínicas. Resultados obtidos em auxilio anterior (FAPESP #2009/01436-1) revelaram baixa produção de IL-12p70 em DCs de pacientes virchowianos estimuladas com antígenos do M. leprae, sugerindo um defeito na ativação de resposta imune celular Th1 nesses indivíduos. Dando continuidade a esse estudo, pretendemos avaliar a maturação de DCs de pacientes hansênicos estimuladas com o bacilo viável e sua capacidade de ativar linfócitos T. Monócitos de pacientes com formas tuberculoides e virchowianos da hanseníase serão diferenciados in vitro em DCs e infectados pelo M. leprae. Serão analisados a expressão dos marcadores de maturação nas DCs após a infecção, bem como a proliferação de linfócitos T CD4+ em culturas autólogas e produção de citocinas ligadas aos perfis de resposta Th1, Th2, Th17, Th9, Th22, Treg. Acreditamos que os resultados desse estudo auxiliarão no entendimento da susceptibilidade à doença e futuramente poderão contribuir para o desenvolvimento de métodos para identificação de indivíduos susceptíveis à doença, bem como vacinas profiláticas e terapêuticas. (AU)