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Tolerância à alta temperatura em feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris L.)

Resumo

O feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris L.) é uma das principais culturas produzidas no Brasil e no mundo, sendo um importante alimento básico, como fonte de proteína vegetal, carboidratos, vitaminas e ferro. Por ter origem em regiões de média à alta altitude, a cultura do feijoeiro é sensível a temperaturas elevadas. Diante das previsões de mudanças climáticas com o aumento da temperatura global em consequência da emissão de gases de efeito estufa na maioria das áreas de cultivo, coloca-se em risco a segurança alimentar e faz-se necessário o melhor entendimento dos mecanismos fisiológicos de tolerância às altas temperaturas, assim como a identificação de fatores genéticos que controlam as respostas fisiológicas, a fim de selecionar novas combinações que levam à maximização do rendimento frente ao estresse por calor. Nesse contexto, os objetivos do presente trabalho serão investigar os efeitos do estresse por alta temperatura em doze genótipos de feijoeiro em condições naturais de cultivo em duas localidades com zonas climáticas distintas (clima quente e ameno) e em três épocas de semeadura (verão 2015 e inverno 2016). Será avaliada também a existência de efeitos de interação genótipo x ambiente e a seleção dos genótipos mais contrastantes quanto à tolerância ao calor. O comportamento dos mesmos genótipos também será avaliado em condições controladas (Fitotron) visando o estresse térmico por meio da verificação da integridade de membranas, da avaliação da fluorescência da clorofila e dos parâmetros fotossintéticos, da análise da viabilidade do grão de pólen, análise da quantidade de açúcares totais e pela análise da expressão gênica de 15 genes candidatos para proteínas de choque térmico e dos fatores de transcrição de proteínas de choque térmico, pela técnica PCR em tempo real. Com a realização desse projeto, espera-se estabelecer uma metodologia eficiente para a avaliação de genótipos visando selecionar os mais tolerantes ao calor, integrá-los em blocos de cruzamento, assim como, compreender os mecanismos genéticos envolvidos com as respostas fisiológicas observadas em cultivares tolerantes à alta temperatura. (AU)

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