Busca avançada
Ano de início
Entree

Epilepsia e exercício físico no sexo feminino e sua influência na prole: estudo em modelo experimental

Processo: 15/19256-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2016 - 31 de janeiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Ricardo Mario Arida
Beneficiário:Ricardo Mario Arida
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Debora Amado Scerni
Assunto(s):Fármacos neuroprotetores  Neuroproteção  Fêmeas  Epilepsia  Exercício físico  Neurofisiologia  Plasticidade neuronal 

Resumo

Associações de estratégias antiepileptogênicas e neuroprotetoras para a prevenção e tratamento da epilepsia têm sido constantemente investigadas. Neste sentido, o exercício físico tem sido considerado um cadidato em potencial como terapia complementar para a epilepsia. Efeitos benéficos do exercício físico em pessoas com epilepsia têm sido amplamente demonstrados, como redução da susceptibilidade às crises, melhora da qualidade de vida e redução da ansiedade e depressão. Estudos em modelos animais de epilepsia têm investigado os mecanismos pelos quais o exercício interfere neste processo. Apesar da influência positiva do exercício físico na epilepsia, não existe informação consistente na literatura se estes benefícios são totalmente aplicados ao sexo feminino. Este aspecto é de grande importância tendo em vista que disfunções reprodutivas e distúrbios endócrinos são comuns em mulheres com epilepsia. A proposta da primeira parte deste projeto será verificar o efeito de programas de exercício físico aeróbio na epileptogênese, na frequência de crises epilépticas e nas alterações neuromorfológicas e neuroquímicas de ratas Wistar fêmeas. Fatores ambientais, como o stress pré-natal em animais podem provocar alterações no desenvolvimento do sistema nervoso e consequentemente aumentar a susceptibilidade a convulsões e ao desenvolvimento da epilepsia na prole no início e / ou em fases mais tardias da vida. Ainda, o cérebro em desenvolvimento no período pós-natal possui uma maior susceptibilidade a crises, dependendo da etapa do desenvolvimento cerebral. Estudos recentes em animais mostram que o exercício físico durante o desenvolvimento fetal pode melhorar algumas funções cerebrais dos filhotes após o nascimento. Apesar da influência benéfica do exercício físico no sistema nervoso em desenvolvimento durante a gestação, não está claro se a atividade física durante a gestação pode exercer efeito protetor a insulto cerebral na prole no início da vida. Na segunda parte deste projeto, pretendemos verificar se o exercício físico durante a prenhez pode alterar em filhotes a susceptiblidade as crises induzidas no inicio e nas fases mais tardias da vida utilizando o modelo do pentilenotetrazol. Acreditamos que esta investigação poderá fornecer informações importantes para elucidar se a atividade física regular no período gestacional e na fase adulta pode interferir positivamente na epilepsia e indica-la como estratégia terapêutica para o controle das crises epilépticas e ajustes psicossociais no sexo feminino. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
ALLENDORFER, JANE B.; ARIDA, RICARDO M. Role of Physical Activity and Exercise in Alleviating Cognitive Impairment in People With Epilepsy. CLINICAL THERAPEUTICS, v. 40, n. 1, p. 26-34, JAN 2018. Citações Web of Science: 9.
CAMPOS, DIEGO VANNUCCI; LOPIM, GLAUBER MENEZES; DE ALMEIDA, VANESSA SANTOS; AMADO, DEBORA; ARIDA, RICARDO MARIO. Effects of different physical exercise programs on susceptibility to pilocarpine-induced seizures in female rats. Epilepsy & Behavior, v. 64, n. A, p. 262-267, NOV 2016. Citações Web of Science: 1.

Por favor, reporte erros na lista de publicações científicas escrevendo para: cdi@fapesp.br.