| Processo: | 14/13334-7 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2018 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Nutrição - Desnutrição e Desenvolvimento Fisiológico |
| Pesquisador responsável: | Maria Cristina Cintra Gomes Marcondes |
| Beneficiário: | Maria Cristina Cintra Gomes Marcondes |
| Instituição Sede: | Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Pesquisadores associados: | Bread Leandro Gomes da Cruz ; Emilianne Miguel Salomão |
| Assunto(s): | Gravidez Transdução de sinais Caquexia Metabolômica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | caquexia | gravidez | Metabolomica | sinalização celular | Suplementacao nutricional com Leucina | Tumor de Walker | Nutricao e Cancer |
Resumo
Os trabalhos em curso em nosso laboratório têm como objetivo principal a elucidação dos efeitos metabólicos e moleculares do desenvolvimento do estado caquético em função do crescimento tumoral. A caquexia, imposta pelo câncer, é considerada o principal problema no tratamento de tumores sólidos, particularmente do pâncreas, estômago, pulmão e cólon, pois nesses pacientes, pela intensa mobilização de substratos dos tecidos da carcaça do organismo, há depleção preferencialmente da proteína muscular em função do aumento da degradação e/ou diminuição da síntese protéica no músculo. Por outro lado, a gravidez caracteriza-se por varias adaptações fisiológicas maternas, correlacionadas principalmente às variações no perfil de hormônios, principalmente estrógeno, progesterona, hCG e prolactina, essencial para sustentar o crescimento fetal. Dados da literatura relatam que os hormônios da gravidez possuem influência e modulação sobre o risco e o crescimento do câncer de mama. Entretanto, os dados da literatura sobre a influência desses hormônios sobre o crescimento tumoral são escassos e controversos. O conhecimento do mecanismo molecular e bioquímico da caquexia poderia ser utilizado para que o tratamento clínico desses pacientes, nessa proposta mãe e feto, fosse melhorado. Dessa forma, os nossos trabalhos de pesquisas visam investigar os efeitos do crescimento do tumor de Walker e do adenocarcinoma de colo MAC16, modelos experimentais de caquexia, sobre a espoliação da carcaça e principalmente os mecanismos envolvidos no catabolismo protéico e na inibição da síntese protéica muscular desses animais. Atualmente, temos por principal interesse elucidar o mecanismo de catabolismo tecidual induzido pelo fator de indução de proteólise (PIF) ou Fator Walker (FW), investigando o mecanismo de ação de segundo mensageiro ativado por PIF e FW in vitro, em células de músculo esqueleto (C2C12), células fibroblásticas (células Vero) e também células trofoblásticas (células BeWo), e também em ensaios in vivo, avaliando a ativação do sistema proteossomal e aumento da degradação de proteína, assim como os processos de inibição da síntese protéica nesses ensaios, sempre associados a suplementação nutricional com leucina, aminoácido de cadeia ramificada, que além de elemento estrutural para os processos de síntese e também ser utilizado como fonte energética pelo músculo esquelético, atua também na sinalização celular, preservando assim a massa protéica corpórea. Desse modo, o principal objetivo desse trabalho será avaliar como a suplementação nutricional com leucina associada a influência dos hormônios da gravidez - estrógeno , progesterona, hCG e prolactina, pode influenciar e principalmente modular os efeitos do crescimento do tumor de Walker 256 in vitro e in vivo. Para tanto, estudos in vivo serão realizados em ratas Wistar, as quais serão distribuídas em oito diferentes grupos, a saber: controle (C), portadoras do tumor de Walker (W), prenhes (P) e prenhes portadoras de tumor de Walker 256 (PW); mais quatro grupos submetidos a dieta rica em leucina; controle leucina (L), leucina tumor (LW), leucina associado a prenhez (LP), leucina com tumor prenhes (LPW). A inoculação do tumor de Walker 256 ocorrerá no segundo dia de prenhez; e após 19 dias de experimento os animais serão sacrificados para análise do perfil metabolômico, concentrações de hormônios e citocinas, no soro, e nos tecidos muscular, placentário, fetal e tumoral serão analisados os perfis metabolômico, proteômico, expressão de proteínas relacionadas aos processos de sinalização para proliferação celular e apoptose. Para os experimentos in vitro, serão utilizadas células do Walker 256, estabelecidas em cultura, as quais serão tratadas com hormônios, mencionados acima, após ter sido estabelecida a concentração hormonal verificada nos testes in vivo e avaliada a proliferação dessas células bem como citotoxicidade, alem dos efeitos sobre proteínas sinalizadoras celular e apoptose. (AU)
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