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O Consumo e a organização social das ilusões: capitalismo, tecnologia e transformações da experiência

Processo: 15/20489-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2016 - 30 de abril de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Social
Pesquisador responsável:Isleide Arruda Fontenelle
Beneficiário:Isleide Arruda Fontenelle
Instituição-sede: Escola de Administração de Empresas (EAESP). Fundação Getúlio Vargas (FGV). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Capitalismo  Experiências  Novas tecnologias  Consumo 

Resumo

Publicações e debates recentes no campo mercadológico evidenciam uma inflação do discurso em torno da "experiência de consumo", no sentido de indicar ser esse o estágio mais avançado da cultura do consumo, por integrar as transformações tecnológicas em curso que alteram substancialmente o tempo e o espaço da experiência humana; assim como, por colocar desafios novos no processo de realização do valor para o capitalismo. No entanto, uma breve reconstituição histórica acerca desse fenômeno indica que a "experiência de consumo" é constitutiva da cultura do consumo desde sua formação nas décadas finais do século XIX. É preciso, portanto, interrogar o que há de continuidade e de ruptura nesse discurso mercadológico a fim de se entender o que há de radicalmente novo na cultura do consumo contemporânea que impacta tanto o campo da experiência subjetiva quanto o modo de reprodução do capital. A "experiência de consumo" será, portanto, o principal fio condutor deste projeto, cujo principal objetivo é a construção de uma teoria do consumo que contemple sua centralidade na lógica de funcionamento do capitalismo, assim como, seu papel como principal organizador social das ilusões de nossa época. Embora já existam numerosos estudos sobre o consumo e o consumismo moderno, esse campo de análise ainda carece de articulações que contemplem o tensionamento inerente entre o eixo econômico e abstrato do consumo - no sentido do seu papel na realização do valor para o capital - e o eixo cultural, que engloba uma perspectiva micro, particular, subjetiva, do consumo. A proposta deste projeto é trabalhar a partir da interdependência dialética desses dois campos, refazendo o trajeto teórico da experiência nos estudos do consumo, na teoria crítica e nas reflexões filosóficas das novas tecnologias, tomando o próprio capitalismo como o núcleo integrador das três categorias chaves da pesquisa: consumo, experiência e tecnologia. (AU)