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Frequência de polimorfismos nos genes responsáveis pela absorção, distribuição, metabolismo e excreção (ADME) de medicamentos em pacientes portadores de carcinoma hepatocelular e hepatite C

Processo: 15/16291-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2016 - 31 de maio de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Suzane Kioko Ono
Beneficiário:Suzane Kioko Ono
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Flair José Carrilho ; Vera Kim
Auxílios(s) vinculado(s):17/50042-2 - Discussion of research projects involving chronic Hepatitis B and C antiviral treatment, AP.R
Assunto(s):Gastroenterologia  Farmacogenética  ADME  Carcinoma hepatocelular  Hepatite C  Citocromo P-450  Sequenciamento de nova geração 

Resumo

As enzimas do citocromo P450 (CYP) são responsáveis por 70% a 80% de toda fase I do metabolismo oxidativo de muitas drogas. Além disso, os polimorfismos descritos nos genes absorção, distribuição, metabolismo e excreção (ADME) têm sido frequentemente relacionados com medicamentos antitumorais, sendo relevantes para o desenvolvimento e uso clínico de novos fármacos. Entre eles podemos relacionar o Sorafenib e Erlotinib no tratamento do Carcinoma Hepatocelular (CHC). O CHC é o quinto tipo de câncer mais comum no mundo, afentando cerca de 500.000 pessoas. O metabolismo oxidativo desses medicamentos (Sorafenib e Erlotinib) no tratamento do CHC é mediado pelas enzimas ADME. Devido à melhor identificação desses mecanismos, podem-se abrir novas vias para a prevenção e tratamento do CHC. Assim como no desenvolvimento de terapias mais eficientes e com menor grau de toxicidade. Em relação ao vírus da hepatite C (VHC), o principal fator que leva o VHC ao topo das doenças mais estudadas é a sua alta cronicidade. Em torno de 70 a 85% dos casos evoluem para forma crônica e em aproximadamente 20 a 40% dos portadores de VHC crônica desenvolvem cirrose após 10 a 20 anos de infecção, e em 20% dos casos pode surgir o CHC. O tratamento da hepatite crônica C pode levar diminuição da atividade inflamatória e da progressão da doença. A maior promessa para o tratamento da hepatite C são os novos medicamentos Daclastavir, Simeprevir e Sofosbuvir aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e inclusos no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2015, que também são metabolizados pela família CYP, entre outras proteínas responsáveis pela ADME. Nossa hipótese é que a alteração na atividade ou expressão de genes da ADME parece ser a chave preditora da resposta da droga e toxicidade. O objetivo desse trabalho é verificar a frequência de polimorfismos dos genes responsáveis pela ADME de drogas em uma população portadora de CHC e VHC, tratados no Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP), avaliar a possibilidade de direcionar o tratamento além de iniciar um novo tipo de conduta clínica. (AU)