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Caracterização do perfil de liberação e atividade regulatória de eicosanóides na degeneração e regeneração do músculo esquelético, após injúria

Processo: 15/25437-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2016 - 31 de maio de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia
Pesquisador responsável:Vanessa Moreira
Beneficiário:Vanessa Moreira
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Sistema musculoesquelético  Músculo esquelético  Regeneração tecidual  Inflamação  Eicosanoides 

Resumo

As lesões no tecido muscular esquelético são problemas frequentes, tanto no âmbito esportivo, quanto clínico, a exemplo de doenças miodegenerativas e miotoxicidade decorrentes do uso de fármacos ou de acidentes ofídicos. Já está bem estabelecido que a capacidade regenerativa do tecido muscular esquelético, após uma lesão, é iniciada pela ativação de células quiescentes e regulada por vários fatores intrínsecos, como fatores de transcrição e microRNAs, expressos de forma sequencial durante as fases distintas da degeneração e regeneração. Em adição, esses eventos são, geralmente, acompanhados por uma resposta inflamatória, caracterizada pela presença de leucócitos e pela secreção de mediadores inflamatórios, tais como quimiocinas, citocinas e fatores de crescimento. Evidências apontam que a natureza, duração e predominância de diferentes perfis de leucócitos e mediadores inflamatórios, após a lesão muscular, determinam o resultado do reparo muscular, ou, alternativamente, a formação de fibrose e perda de função tecidual. Dada a complexidade da resposta inflamatória, chama a atenção que o papel de outro conjunto de importantes de mediadores, os metabólitos derivados das vias do metabolismo do ácido araquidônico, denominados eicosanoides, não foi ainda bem esclarecido, em modelos experimentais in vivo. Atualmente, é conhecido que alguns poucos mediadores lipídicos, quando adicionados à cultura de células musculares quiescentes, podem ativar a sua proliferação e diferenciação. Neste contexto, no presente estudo levanta-se a hipótese de que esses mediadores podem afetar a qualidade da regeneração do músculo esquelético, por meio da regulação tanto dos fatores transcricionais e teciduais, quanto dos componentes da resposta inflamatória nas fases distintas da regeneração tecidual, em modelos experimentais mais complexos in vivo. No entanto, o perfil temporal da secreção dos eicosanoides, como prostaglandinas, leucotrienos, ácido hidroxi-eicosatetraenoicos, epóxidos, lipoxinas e o seu papel regulatório nas diferentes fases entre a degeneração e a regeneração, nunca foi investigado de modo sistemático no tecido muscular esquelético. Assim, o presente estudo visa investigar o perfil da produção e o papel regulatório dos eicosanoides, sintetizados a partir das vias ciclooxigenases, lipoxigenases e citocromo P450, em modelo de miotoxicidade induzido por uma miotoxina de veneno de serpente, sob os aspectos: i) histológico/morfológico-miogênese, fibrose, grau de inervação, apoptose; ii) inflamatório - caracterização do perfil de influxo de leucócitos e liberação de mediadores inflamatórios; iii) transcricional - expressão de fatores de transcrição e microRNAs; iv) funcional - capacidade contração do tecido muscular esquelético. A caracterização do papel dos eicosanoides no cenário degenerativo e regenerativo do tecido muscular após injúria, ampliará o conhecimento funcional da resposta inflamatória sobre esses eventos. Ainda, o esclarecimento da influência dos mediadores lipídicos nesses processos, contribuirá para a identificação de novos alvos terapêuticos voltados para o reparo eficiente do tecido muscular esquelético, após injúria. (AU)

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