Busca avançada
Ano de início
Entree

Hipotensão pós-exercício em transplantados cardíacos: exercício em piscina versus em solo

Processo: 16/02000-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de abril de 2016 - 30 de setembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia do Esforço
Pesquisador responsável:Emmanuel Gomes Ciolac
Beneficiário:Emmanuel Gomes Ciolac
Instituição-sede: Faculdade de Ciências (FC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Hipotensão pós-exercício  Transplante de coração  Pressão sanguínea  Hipertensão 

Resumo

Objetivo: Pacientes com transplante cardíaco (TX) têm alta prevalência de hipertensão arterial. Embora o treinamento físico promova redução da pressão arterial (PA) em pacientes com TX, os efeitos uma sessão aguda de exercício são desconhecidos. Então, nós analisamos os efeitos de uma sessão aguda de exercício físico em piscina aquecida (EPA) versus exercício físico em solo(ES) na PA ambulatorial de pacientes com TX. Métodos: Dezoito (seis mulheres) pacientes com TX clinicamente estáveis (tempo de transplante: 5,0 ± 0,7 anos), com 45,7 ± 2,7 anos de idade, foram submetidos a 30 min de intervenção de EPA (caminhada dentro da piscina), ES (caminhada na esteira) e controle sem exercício (CON) em ordem randomizada (2-5 dias entre intervenções). Intensidade do EPA e ES foi mantida em 11-13 da escala de percepção subjetiva de esforço de 6 a 20. Monitoração ambulatorial da PA durante 24-h foi realizada após cada intervenção.Resultados: Não houve diferença significativa entre intervenções na média da PA 24-h e sono. Entretanto, a média da PA diastólica durante a vigília foi significativamente menor após EPA quando comparado com CON (-4±1,6 mmHg, P = 0.03), bem como tendeu a ser significativamente manor após ES quando comparado a CON (-2.3±1,1 mmHg, P = 0.052). A análise horária demonstrou que as PAs sistólica e diastólica foram menores após EPA (reduções médias de 6,6 a 12,3 mmHg, P < 0.01) e ES (reduções médias de 5 a 8,3 mmHg, P < 0.05) que quando comparadas a CON em várias horas do dia. Não houve diferença significativa entre EPA e ES em quaisquer dos dados de PA ambulatorial.Conclusão: EPA e ES promoveram reduções similares na PA ambulatorial de pacientes com TX. Estes resultados sugerem que ambos as modalidades de exercício podem ser uma ferramenta para combater a hipertensão arterial nesta população de alto risco. (AU)