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Vias de ativação de monócitos de pacientes com paracoccidioidomicose e dermatomicose: papel de receptores de reconhecimento de padrões (PRRs) e implicações no tratamento

Processo: 15/25022-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2016 - 31 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Sandro Rogerio de Almeida
Beneficiário:Sandro Rogerio de Almeida
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Paracoccidioidomicose  Micologia médica 

Resumo

O tratamento das micoses sistêmicas na maioria das vezes representa um desafio e as falhas terapeuticas e recidivas são frequentes. Grande parte deste quadro deve-se ao pouco conhecimento que se tem sobre os mecanismos imunopatológicos envolvidos na doença, o que dificulta a compreensão da mesma, a elaboração de novas estratégias terapêuticas e a detecção de possíveis alvos farmacológicos. Recentemente, vários trabalhos tem demonstrado a participação de receptores da resposta imune inata no controle de doenças infecciosas. Os receptores de reconhecimento padrão (PRRs) como Nod (NLRs), TOLLs e lectinas do tipo C, são elementos da resposta imune inata relacionadas à sondagem do ambiente intra e extracelular, reconhecendo padrões moleculares associados a patógenos (PAMPs) ou a dano ao hospedeiro (DAMPs). Ao serem ativados, os receptores podem formar inflamassomos, plataformas multiprotéicas envolvidas na ativação da caspase-1 e, subsequentemente, das citocinas pró-inflamatórias como TNF-±, IL-1² e IL-18.A atividade dos PRRs / Inflamassomos foi vinculada a diversos processos fisiopatológicos, como diabetes, obesidade e doenças infecciosas (bacterianas, virais e fúngicas). Particularmente no caso das micoses, as informações ainda são incipientes, porém sinalizam um papel fundamental dos inflamassomos no controle e na definição de uma resposta adaptativa protetora (TH1 e TH17). Portanto, esse projeto visa esclarecer os mecanismos imunologicos envolvidos na interação dos PRRs com importantes fungos patogenicos, e desta forma obter mais conhecimento da fisiopatologia da paracoccidioidomicose e dermatofitose, e uma possível alternativa no tratamento destes infeções fúngicas. (AU)