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Desenvolvimento e caracterização de medicamento de base nanotecnológica, alvo-dirigido, para tratamento de leishmaniose

Processo: 15/15948-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de maio de 2016 - 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Franciane Marquele de Oliveira
Beneficiário:Franciane Marquele de Oliveira
Empresa:Eleve PDI Pesquisa e Desenvolvimento Ltda
Município: Ribeirão Preto
Pesquisadores principais:Andresa Aparecida Berretta e Silva
Pesq. associados:Anderson Rodrigo Moraes de Oliveira ; Hernane da Silva Barud ; Juliana Issa Hori ; Lúcia Helena Faccioli ; Sofia Nikolaou
Auxílios(s) vinculado(s):17/22888-4 - Desenvolvimento e caracterização de medicamento de base nanotecnológica, alvo-dirigido, para tratamento de Leishmaniose, AP.PIPE
Bolsa(s) vinculada(s):16/11116-8 - Obtenção de sistemas nanoparticulados baseados em lipídeos e estudo de segurança em fibroblastos in vitro, BP.TT
16/10345-3 - Validação do método de quantificação da Anf B em sistemas nanoparticulados baseados em lipídeos, BP.TT
16/10145-4 - Desenvolvimento e caracterização de medicamento de base nanotecnológica, alvo-dirigido, para tratamento de leishmaniose, BP.PIPE
Assunto(s):Doenças negligenciadas  Leishmaniose  Leishmania  Anfotericina B  Pentamidina  Paromomicina  Carreadores lipídicos nanoestruturados 

Resumo

A leishmaniose trata-se de um grupo de doenças tropicais causada por diversas espécies de parasitas protozoários pertencentes ao gênero Leishmania. Dados da WHO mostram que a Leishmaniose atinge 12 milhões de pessoas em 88 países por todo o mundo com cerca de 1,3 milhões de novos casos anualmente. O tratamento contra a leishmaniose é baseado em antimoniais pentavalentes, principalmente em estibogluconato de sódio (Pentostam®) e N-metilglucamina antimoniato (Glucantime®), os quais são utilizados desde 1940. Em casos resistentes, outros fármacos, tais como pentamidina, anfotericina B e paromomicina foram relatados como uma segunda opção, não obstante a sua elevada toxicidade. Estes fármacos são administrados por via parenteral, em esquemas posológicos prolongados (no mínimo 20 dias), são tóxicos e nem sempre efetivos, levando a um tratamento ineficaz. Adicionalmente, relata-se a resistência das cepas, presença de outras doenças associadas e principalmente a baixa seletividade. O desenvolvimento de um novo antiparasitário constitui-se num desafio científico e tecnológico, especialmente pelo fato do mesmo precisar ser capaz de atingir a Leishmania dentro do fagolisossoma dos macrófagos infectados que ora podem estar na camada dérmica da pele profunda no caso da leishmaniose tegumentar americana ora nas células do fígado, baço na leishmaniose visceral (LV). Em vista da gama de aplicabilidade e sucesso que os sistemas nanoestruturados podem trazer para diversos tratamentos, há diversos relatos da sua aplicação inclusive para a leishmaniose. Diferentes estudos têm relatado a importância de carreadores baseados em lipídeos, tais como nanopartículas lipídicas sólidas (NLS) e carreadores lipídicos nanoestruturados (CLN) devido às diversas vantagens que são inerentes aos sistemas nanoparticulados em geral, como promoção da estabilidade de fármacos, liberação controlada, adicionadas de propriedades peculiares como (i) segurança, (ii) incorporação de fármacos tanto lipofílicos como hidrofílicos, (iii) escalonamento industrial, e em especial (iv) transporte pelo sistema linfático após administração oral, promovendo absorção de fármacos. Adicionalmente, é ainda importante salientar a possibilidade de obtenção de sistemas direcionados ao tecido infectado através da modulação da sua composição. Neste cenário, surge a possibilidade de empregarmos Sistemas Lipídicos Nanoparticulados (NLS e CLN) como uma alternativa plausível para promover a absorção da Anf B administrada por via oral para tratamento da LV ou via tópica para tratamento da leishmaniose tegumentar americana (LTA) com controle de liberação. Acreditamos que a obtenção de nanomedicamentos com aplicação tópica e por via oral se caracterizam como uma proposta altamente promissora e que poderá proporcionar muitos benefícios para os pacientes portadores de leishmaniose. Assim, a administração oral e/ou tópica de Anf B é uma ideia atraente, uma vez que tem o potencial de eliminar a toxicidade aguda associada com a administração do fármaco por via endovenosa, reduzir e controlar os efeitos colaterais subagudos (toxicidade renal), diminuir substancialmente os custos associados ao o tratamento, melhorar a qualidade de vida para os doentes, além de permitir que a terapia alcance nações em desenvolvimento. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Diálogos PIPE reúne mais de 160 empresários na FAPESP 
Matéria(s) publicada(s) no Pesquisa para Inovação FAPESP sobre o auxílio:
R$ 15 milhões para financiar projetos inovadores  

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
TADINI, MARAINE CATARINA; DE FREITAS PINHEIRO, ANA MARIA; CARRAO, DANIEL BLASCKE; SCARANO AGUILLERA FORTE, ANA LUIZA; NIKOLAOU, SOFIA; DE OLIVEIRA, ANDERSON R. M.; BERRETTA, ANDRESA APARECIDA; MARQUELE-OLIVEIRA, FRANCIANE. Method validation and nanoparticle characterization assays for an innovative amphothericin B formulation to reach increased stability and safety in infectious diseases. Journal of Pharmaceutical and Biomedical Analysis, v. 145, p. 576-585, OCT 25 2017. Citações Web of Science: 0.

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