| Processo: | 15/50371-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2018 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular |
| Acordo de Cooperação: | Instituto de Pesquisa Scripps |
| Pesquisador responsável: | Fabio Papes |
| Beneficiário: | Fabio Papes |
| Pesquisador Responsável no exterior: | Lisa Stowers |
| Instituição Parceira no exterior: | Scripps Research Institute, San Diego , Estados Unidos |
| Instituição Sede: | Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Assunto(s): | Infanticídio |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Infanticide | Olfaction | Parental Care | Pheromones | Sensory Responsivity | Social Behavior And Experience |
Resumo
Perceber e interpretar os contextos e informações sociais é fundamental para a geração de comportamentos apropriados. Sabe-se que experiências sociais prévias modificam a interpretação de informações sensoriais do ambiente e subsequentemente alteram o comportamento, seja pela influência da memória, seja pela ação de hormônios capazes de modular vias neurais específicas. A percepção sensorial e a geração de comportamentos em resposta à experiência social não ocorrem normalmente em pacientes autistas ou sofrendo de esquizofrenia, mas ainda existe pouca compreensão mecanística das disfunções neurais por trás deste fenômeno. Neste projeto, propomos identificar como os mecanismos moleculares que transformam informações sensoriais em comportamento são alterados pela experiência. Especificamente, estudaremos diferenças na responsividade sensorial e no processamento neural entre camundongos machos virgens, que cometem infanticídio de filhotes, e machos que exibem comportamento parental de cuidado da prole após a formação de laços sociais com fêmeas. Nossos dados preliminares mostram que este fenômeno ocorre não em circuitos cerebrais, mas pela ação direta de hormônios neuropeptídicos sobre os neurônios sensoriais olfativos. Estes sinais silenciam a detecção de informações sensoriais dos filhotes que induzem o comportamento infanticida e, desta forma, permitem a expressão de comportamentos parentais. Tal mecanismo redefine o propósito funcional dos neurônios sensoriais, de simples sensores externos para cruciais processadores integrativos de estímulos externos e internos. Nossos resultados permitirão estudos futuros da função e disfunção de experiência prévia sobre a geração de comportamentos. O estudo dos mecanismos neurais por trás de comportamentos é uma questão de biologia de sistemas de difícil investigação por um único grupo de pesquisa. O estudo desta área negligenciada pela expertise e enfoque únicos de ambos os grupos colaboradores garantirá o sucesso do projeto. (AU)
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