| Processo: | 15/14199-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2018 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Claudimara Ferini Pacicco Lotfi |
| Beneficiário: | Claudimara Ferini Pacicco Lotfi |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 18/00090-3 - Treinamento técnico para suporte à projeto de pesquisa, BP.TT |
| Assunto(s): | Endocrinologia Neoplasias das glândulas endócrinas Carcinoma adrenocortical Transformação celular neoplásica Fatores de transcrição Expressão gênica Movimento celular |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Bub1B | migração | Pod-1 | suprarrenal | tumor | Endocrinologia |
Resumo
POD-1/TCF21 pode inibir o fator de transcrição Sf-1/NR5A1 durante o desenvolvimento da adrenal. Essa inibição pode levar a alterações no desenvolvimento da adrenal, no entanto seu aumento está relacionado com o aumento da proliferação e tumorigênese adrenal. Estudo anterior do nosso grupo mostrou que a hiperexpressão de POD-1 inibe a expressão do SF-1 endógeno através da ligação no sitio E-box do promotor de Sf-1, que resultou na diminuição da proteína esteroidogênica StAR. Embora não tenha afetado a viabilidade celular, a análise de POD-1 em carcinomas adrenocorticais (ACC) de pacientes mostrou uma relação inversa entre a expressão desse gene e diferentes genes de controle do ciclo celular, entre eles BUB1B, um dos marcadores moleculares para prognóstico de ACC em adultos. Portanto, em vista da importância de SF-1 em tumores adrenocorticais (ACT), e devido às evidências de que POD-1 pode regular a expressão do gene SF-1 bem como outros genes do ciclo celular, temos como hipótese que a expressão de POD-1 pode ter valor diferencial no diagnóstico de massas adrenais e de prognóstico para ACC. Portanto temos como objetivo 1) analisar a expressão de POD-1 e SF-1 em amostras de cDNA de ACT adultos e pediátricos por reação de TaqMan e qPCR quantitativo, e correlacionar esse dados com os resultados clínicos dos pacientes. Também serão analisadas a expressão combinada de BUB1B e PINK1 e de POD-1 e BUB1B nos ACC de adultos e pediátricos, para testar seu valor de prognóstico. Outros resultados do nosso grupo mostraram que POD1 promove o aumento da expressão gênica de LRH-1 e a diminuição da expressão de SHP, um regulador negativo de LRH-1, em células de tumores adrenocorticais e de hepatocarcinomas. Em conjunto, esses e outros dados sugerem que POD1 pode ter um papel mais amplo como regulador de transcrição em células tumorais e é candidato a gene supressor de tumor. Portanto, 2) a identificação de outros alvos controlados por POD1 podem contribuir no entendimento da sua importância e do seu papel nas células tumorais. Para tal, iremos sequenciar o DNA imunoprecipitado de células de tumor adrenal e de hepatocarcinoma, respectivamente, as linhagens NCI-H295R e HepG2, permanentemente transduzidas com partículas lentivirais expressando POD-1, pelo método ChIP-Seq seguido da validação dos alvos encontrados por ChIP-PCR, como qPCR e immunoblotting. Como a viabilidade celular não foi afetada com o aumento da expressão de POD-1 em ACTs, e em melanomas a regulação negativa de POD-1 foi relacionada com invasão e metástase, 3) iremos analisar se o aumento da expressão de POD-1 em culturas de tumores adrenocorticais diminui a capacidade de migrar e invadir dessas células. Serão utilizadas células permanentemente infectadas com lentivirus expressando POD-1, seguido de ensaios de migração em uma câmara de quimiotaxia contendo micromembrana porosa, e ensaios de invasão em placas com inserto contendo Matrigel. Em resumo, ao final do projeto teremos: 1) estabelecido a importância do fator de transcrição POD-1 em tumores adrenocorticais de adultos e pediátricos, se esse fator pode ser utilizado no diagnóstico e prognóstico desses tumores e outros genes de controle do ciclo celular estão envolvidos; 2) teremos identificado novos alvos, isto é novas sequencias de DNA, que possam estar sendo controlados por POD-1, aumentando nosso conhecimento sobre sua importância em células tumorais e 3) saberemos se POD-1 tem capacidade de controlar a migração celular e portanto a progressão dos tumores adrenocorticais e de outros tumores. (AU)
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