| Processo: | 16/01409-8 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2018 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição |
| Pesquisador responsável: | José Cesar Rosa Neto |
| Beneficiário: | José Cesar Rosa Neto |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Inflamação PPAR Obesidade |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | ácido palmitoleico | Inflamação | Nafld | obesidade | Ppar | Inflamação e metabolismo |
Resumo
A obesidade atinge graus epidêmicos tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento. A alimentação com dieta rica em ácidos graxos, como a dieta ocidental, aliado ao sedentarismo causa o acúmulo da massa adiposa nos diferentes depósitos de tecido adiposo. Esse quadro gera um acometimento importante que é a inflamação sistêmica crônica, condição essa encontrada na gênese das co-morbidades associadas. Além do acúmulo de ácidos graxos e expansão do tecido adiposo a obesidade e a inflamação sistêmica levam ao aumento do acúmulo de ácidos graxos livres na circulação e promovem a deposição ectópica de triglicérides no parênquima dos hepatócitos, prejudicando ainda mais a qualidade de vida de pacientes obesos, já que nessa condição há um agravamento do quadro inflamatório hepático. Em estudos recentes, foi demonstrado que o ácido palmitoleico atua no tecido muscular e hepático como uma adipocina, capaz de melhorar a resistência à insulina e estimular a oxidação de lipídios no fígado, além de possuir propriedades anti-inflamatórias, como demonstradas pelo nosso grupo. Tais efeitos podem ser modulados pelos PPARs, receptores nucleares, que controlam o balanço oxidação (PPAR-alfa) e armazenamento de ácidos graxos (PPAR-gamma) no fígado e ambos apresentam efeito anti-inflamatório, tanto nos hepatócitos como em células imunes. Com isso, nosso objetivo é elucidar os mecanismos moleculares de indução da resposta anti-inflamatória da suplementação do ácido palmitoleico no fígado de animais obesos. Além, de caracterizar as diferenças da resposta inflamatória, assim como, dos mecanismos moleculares, em hepatócitos e células de Kupffer. Para tanto, utilizaremos camundongos C57BL/6J e investigaremos o efeito da suplementação com ácido palmitoleico sobre a resposta periférica à insulina, determinaremos o efeito do ácido palmitoleico sobre o processo inflamatório no fígado, avaliaremos lâminas histológicas para determinação do infiltrado de células inflamatórias e do acúmulo de lipídios no fígado e por fim, confeccionaremos lâminas histológicas para determinação do infiltrado de células inflamatórias e do acúmulo de lipídios no fígado; além de analisar os efeitos anti-inflamatórios do ácido palmitoleico isoladamente nos hepatócitos e macrófagos residentes no fígado. Em cultura de célula avaliar se este efeito é dependente das isoformas alfa e gamma, de PPAR, tanto em macrófagos intraperitoneias, como em hepatócitos de camundongos C57/BL6 em condição controle, com a adição de ácido palmitoleico conjugado com albumina e com adição de LPS e inibidores do PPAR alfa e gamma. Para tanto avaliaremos a expressão proteica de citocinas pro e anti-inflamatórias, além de avaliar as vias moleculares correlacionadas a inflamação (JNK e NFkB), além da expressão gênica das enzimas responsáveis pela produção de mediadores lipídicos inflamatórios (COX1 e 2; LOX 5; LOX 12/15). Desse modo, esse projeto será importante para a compreensão dos mecanismos envolvidos na ação do ácido palmitoleico no fígado, elucidando questões relacionadas à obesidade e nos trazendo os mecanismos moleculares anti-inflamatórios desse ácido graxo. (AU)
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