Busca avançada
Ano de início
Entree

Osteossíntese minimamente invasiva das fraturas da diáfise do úmero monitorada por ultrassonografia intraoperatória

Processo: 15/22912-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2016 - 30 de junho de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Bruno Livani
Beneficiário:Bruno Livani
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados: Mauricio Leal Dias Mongon ; William Dias Belangero
Assunto(s):Ortopedia 

Resumo

As fraturas da diáfise do úmero (FDU) correspondem a 1 a 3% de todas as fraturas, com incidência variando de 14,5 / 100.000 adultos até 50 anos a 60/100,000 adultos com 90 a 100 anos de idade. Lesões do nervo radial ocorrem entre 1,8% e 18% dos casos, com uma media em torno de 11%. Alguns autores recomendam o tratamento conservador das fraturas nesses casos alegando que em mais de 80% dos casos a lesão nervosa irá se recuperar espontaneamente. Entretanto, outros autores aconselham exploração cirurgia imediata do nervo radial e fixação interna da fratura, alegando ser a recuperação espontânea do nervo radial improvável ou imprevisível. A partir da década de 2000, houve a aceitação universal da técnica MIPO para o tratamento das fraturas da diáfise do úmero a partir da sua descrição inicial. Recentemente, o tratamento cirúrgico com o uso de estabilidade relativa com a técnica MIPO foi reconhecido pela sua segurança, reproducibilidade e altas taxas de consolidação da fratura com baixo índice de complicações. Vários estudos corroboram a segurança e efetividade da técnica MIPO para fraturas da diáfise do úmero tanto nos casos de fraturas mediodiafisárias quanto do terço distal. Porém, recentemente um estudo com a utilização de MIPO para o tratamento das fraturas do terço distal do úmero, sugere que o nervo radial seja visualizado e reparado através de uma terceira janela cirúrgica para maior segurança do procedimento. Bodner et al. relataram o uso da ultrassonografia (US) para se visualizar o nervo radial. Baseado nos estudos, Livani et al. publicaram um estudo mensurando com US a distancia entre o nervo radial e o material de implante nos casos de MIPO realizadas para o tratamento de fraturas da diáfise do úmero. Até o presente momento, nenhum estudo foi realizado com o emprego rotineiro do US pré, intra e pós-operatório visando a identificação do nervo radial durante todo o tratamento do paciente com fratura da diáfise do úmero com e sem lesão clínica do nervo radial. O emprego intraoperatório do US pode ser um método preciso e confiável durante o procedimento cirúrgico para eventualmente evitar a exploração desnecessária do nervo radial ou a lesão iatrogênica do nervo radial durante a realização da osteossíntese pela técnica MIPO. Casuística e Métodos: Estudo prospectivo que incluirá todo paciente acima dos 18 anos de idade com fratura da diáfise do úmero com e sem lesão clinica do nervo radia e que apresente indicação cirúrgica para realização da técnica MIPO. Após a indução anestésica, os pacientes serão submetidos a US pré-operatória antes e depois de realizadas as manobras de redução da fratura, de forma estéril. Os pacientes serão divididos em dois grupos: Grupo I: pacientes onde o US revela que o nervo radial não esta interposto no foco de fratura nem antes nem depois das manobras de redução da fratura. Grupo II: pacientes onde o US revela que o nervo radial esta interposto no foco de fratura seja antes ou depois das manobras de redução da fratura. Nos pacientes do grupo I a técnica MIPO e realizada convencionalmente com um acesso proximal e outro distal ao foco de fratura sem exploração do nervo radial. Nos pacientes do grupo II, realiza-se uma terceira janela cirúrgica, o nervo e identificado e isolado na sua emergência do septo intermuscular lateral e liberado livremente de distal para proximal em toda a extensão do septo intermuscular lateral. Toda aderência, compressão ou interposição do nervo entre fragmentos ósseos e cuidadosamente dissecada e liberada de forma que o nervo radial fique solto e distante dos fragmentos ósseos e do material de implante. Por segurança adicional, no final de todos os procedimentos cirúrgicos será realizado, pelo US, um rastreamento do nervo radial e seu relacionamento anatômico entre os fragmentos fraturários e o material de implante. (AU)