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Investigação da heterogeneidade e da plasticidade celular na lesão crônica induzida pelo veneno de Thalassophryne nattereri

Processo: 15/17160-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2016 - 31 de maio de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Carla Lima da Silva
Beneficiário:Carla Lima da Silva
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Imunorregulação  Inflamação crônica  Thalassophryne nattereri 

Resumo

Desde 1996, o grupo vem desenvolvendo pesquisas no Instituto Butantan tentando esclarecer a fisiopatologia do envenenamento provocado pelo peixe peçonhento Thalassophryne nattereri, comum nas águas do litoral norte e nordeste brasileiro. Inicialmente, reproduzimos em animais experimentais o envenenamento e conseguimos determinar o padrão das lesões provocadas pelo veneno no nível histológico e celular e caracterizamos os constituintes proteicos do veneno, além de determinarmos a sua baixa letalidade. Nossos esforços revelaram que as lesões provocadas por venenos de peixes diferem das lesões induzidas por animais peçonhentos terrestres como as serpentes. O veneno do peixe T. nattereri induz lesões necróticas isquêmicas de difícil regeneração, pobremente infiltradas por leucócitos como neutrófilos. Há alteração da estrutura da matriz extracelular pela ativação de metaloproteinases de matriz com diminuição do conteúdo de fibras colagenosas durante a fase de cicatrização da lesão, sugerindo a interferência do veneno nos mecanismos de recrutamento e/ou de sobrevivência das células inflamatórias no local da injúria. Dados recentes desenvolvidos pelo nosso grupo confirmaram que as Natterinas apresentam papel essencial na persistente redução do recrutamento de neutrófilos para o tecido inflamado, contribuindo para o distúrbio da fase de resolução. A infiltração de neutrófilos com sua subsequente eliminação após apoptose por macrófagos é o pré-requisito para a resolução do processo inflamatório e, sabendo que o veneno de T. nattereri e suas principais toxinas Natterinas alteram o processo normal de recrutamento leucocitário no tecido permitindo a persistência da lesão torna-se necessário ampliar nossos estudos sobre os eventos celulares responsáveis pela transição da resposta inflamatória aguda sem resolução para uma configuração persistente, crônica e patológica. Neste contexto, nosso trabalho objetiva investigar o perfil da resposta celular induzida pelo veneno ou Natterinas no tecido inflamado, assim como nos órgãos linfoides drenantes, com o intuito de avaliar o número e o estado de ativação das células fagocíticas e apresentadoras de antígeno (macrófagos e células dendríticas) bem como o papel da alarmina IL-33. Acreditamos que estabelecendo as funções e a interrelação entre as células inatas inflamatórias, fagociticas e apresentadoras de antigenos na inflamação aguda e crônica induzida pelo veneno poderemos acrescentar informações importantes relativas aos mecanismos celulares ativos envolvidos no reparo de lesões e no desenvolvimento da cronicidade. (AU)

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