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Corrupção privada

Processo: 16/03267-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2016 - 31 de maio de 2018
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Administração - Administração de Empresas
Pesquisador responsável:Paulo Roberto Arvate
Beneficiário:Paulo Roberto Arvate
Instituição-sede: Escola de Administração de Empresas (EAESP). Fundação Getúlio Vargas (FGV). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Chen Yen-Tsang
Assunto(s):Corrupção  Empresas privadas 

Resumo

A despeito das graves consequências da corrupção no ambiente privado tanto para as empresas quanto para os países em que se encontram (Argandoña, 2006; Dridi, 2013; Halter & de Arruda, 2009; Ogrean, Herciu, & Bela_cu, 2008; Zhang, 2012), o estudo deste fenômeno ainda é recente e limitado (Gopinath, 2008). Apesar de se tratar de uma questão internacional, países em desenvolvimento são especialmente afetados (Gopinath, 2008). O entendimento do tema ainda é limitado - não só pela complexidade do mesmo, mas por não haver um modelo sistêmico sobre o fenômeno, pelas relações não-triviais entre as variáveis e por causa da endogeneidade (Calderón & Álvarez-Arce, 2006). Este projeto se propõe a realizar um estudo transnacional em que se questiona 1) a influência da corrupção de um país na corrupção no seu ambiente privado, comparando o Brasil e outro país com nível de corrupção distinto, 2) A influência da exposição anterior a normas éticas na predisposição à corrupção e 3) Os tradeoffs enfrentados ao se optar pela prática ou não de corrupção no contexto empresarial privado. O presente projeto lançará mão de um desenho aleatório experimental, possibilitando contornar tanto a endogeneidade quanto a causalidade reversa (Antonakis, Bendahan, Jacquart, & Lalive, 2014) e o estabelecimento de relações causais, trazendo achados relevantes através da exploração do tema de forma consistente. Será utilizada a técnica de cenários para a manipulação de uma variável, Conjoint Analysis (Discrete Choice Analysis) para analisar a ordem de prioridades que os respondentes levam em consideração ao optar por agir ou não de forma corrupta e os resultados serão analisados através de ANOVA e regressão logística condicional. (AU)