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Módulos para compor uma máquina de produção automatizada de equipos de infusão

Processo: 15/22354-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de junho de 2016 - 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Mecânica - Projetos de Máquinas
Pesquisador responsável:Hernán Cortés Gómez
Beneficiário:Hernán Cortés Gómez
Empresa:Gabisa Medical International Ltda
Município: Sorocaba
Pesq. associados: Ana Paula Mendes ; Gilberto Garcia Furtado Júnior ; Gualtiero Victor Lopes Domingues ; Julio Henrique Filipini Rosa
Assunto(s):Automação  Indústria de equipamentos e provisões  Produção de substâncias, produtos e materiais  Equipamentos e provisões hospitalares  Bombas de infusão 

Resumo

A GMI - Gabisa Medical International é uma empresa que produz produtos médico-hospitalares com objetivo de suprir a necessidade e carência de recursos nesse setor. A comercialização de seus produtos vem tornando-se cada vez mais indispensável aos profissionais da saúde. Um dos produtos médico-hospitalar de grande importância é o equipo de infusão, visto que em torno de 80% dos pacientes hospitalizados recebem terapia por infusão. Equipos de infusão são estruturas destinadas a introdução de grande volume de líquido na circulação sanguínea, com a finalidade de entremear a ligação do dispositivo venoso periférico ao recipiente que contém líquido a ser infundido. Os equipos são utilizados para as mais variadas situações clínicas na administração de infusões, seja parenteral ou enteral (GUEDES et al., 2014). De acordo com BIT (2010a), a simplicidade do equipo de infusão combina-se a um grande volume de utilização, à utilização em procedimentos de alta responsabilidade e à grande frequência de defeitos que povoam a rotina dos profissionais de enfermagem dos serviços de saúde. Ainda de acordo com BIT (2010a), em caso de falhas desse produto pode haver riscos aos usuários dos serviços e desperdício dos já parcos recursos financeiros destinados à saúde. Atualmente, observa-se uma elevada taxa de falha desse produto referente a vazamentos e outras consequentes da montagem inadequada. Isso ocorre, principalmente, porque o modo de produção e os testes desse produto não são na maioria das vezes automatizados. As máquinas existentes no Brasil, atualmente, que automatizam a produção de equipos são importadas principalmente da China, e além do alto investimento para aquisição, somente automatizam as etapas de produção dos equipos, faltando a automação dos testes. A execução manual dos testes é em geral demorada e custosa. Neste contexto, visando contornar os problemas atuais de qualidade e custo de produção, este projeto possui como meta especificar, desenvolver, testar e avaliar 5 módulos críticos, que irão compor a máquina completa para produção e testes de equipos de infusão automatizados. O objetivo desta primeira fase do projeto é vencer cinco desafios tecnológicos levantados na fase de pré-projeto. Para isso, pretende-se criar cinco principais módulos automatizados para produção e testes de equipos de infusão: aplicador de solvente, posicionador da câmara de gotejamento, posicionador do conector luer, testes de vazamento e obstrução em pressão positiva e testes de vazamento e obstrução em pressão negativa. Posteriormente, em uma segunda fase, estes cinco módulos serão complementados com outros módulos para compor a máquina completa. Espera-se, ao término da fase I do PIPE-FAPESP, que os módulos se mostrem viáveis para o desenvolvimento de uma máquina que visa a automação da produção de equipos de infusão, incluindo o processo de teste de vazamento e obstrução em 100% dos equipos produzidos. Vencendo-se esses desafios iniciais, pretende-se na fase II do PIPE-FAPESP executar o desenvolvimento completo dessa máquina. Os resultados esperados ao término da fase II são a redução dos custos de produção e o aumento da qualidade do produto acabado. Espera-se que com essas máquinas, o parque fabril brasileiro possa concorrer em igualdade com as fábricas asiáticas. Além disso, devem promover uma redução importante no custo da saúde no país, e ainda possibilitar que o país, ao invés de importar, passe a exportar equipos de infusão, melhorando a balança comercial do Brasil. (AU)