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Avaliação de novas estratégias vacinais contra a leptospirose.

Processo: 16/08117-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2016 - 30 de junho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Patricia Antonia Estima Abreu de Aniz
Beneficiário:Patricia Antonia Estima Abreu de Aniz
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Leptospirose  Vacinas  Leptospira 

Resumo

A leptospirose é uma doença emergente negligenciada que apresenta ampla distribuição geográfica e grande impacto na saúde pública e na economia agropecuária. É uma zoonose causada por espiroquetas patogênicas do gênero Leptospira, que colonizam os túbulos renais de animais domésticos e silvestres e são eliminadas no ambiente externo pela urina. A transmissão ocorre por meio de contato direto com tecidos, fluidos corporais e urina de animais infectados, ou pela exposição à água ou solo contaminados. As vacinas comerciais disponíveis consistem em preparações de culturas de leptospiras de diferentes sorovares inativadas pela ação do calor e/ou formol (bacterinas). São amplamente usadas na pecuária e licenciadas para uso humano em alguns países, porém promovem proteção apenas contra os sorovares presentes na preparação e falham em induzir imunidade em longo prazo, o que requer administração anual ou semestral. A proteína LigA é um dos antígenos vacinais mais promissores testados. Resultados obtidos por vários grupos mostraram que esta proteína recombinante foi capaz de induzir proteção contra a morte causada pela leptospirose. Entretanto, os animais sobreviventes foram positivos no isolamento de leptospiras em amostras dos rins e fígado.Neste projeto, pretendemos desenvolver uma vacina de subunidade contra a leptospirose, para uso humano e veterinário, capaz de proteger contra a morte e prevenir a colonização dos órgãos. Para tanto, a proteína LigA será fusionada ao domínio ZZ da proteína A de S. aureus, e/ou ao domínio R da toxina diftérica e/ou a proteína TAT do vírus HIV. Espera-se que estas moléculas possam contribuir para o aumento da imunogenicidade da proteína LigA, através da maior eficiência dos processos de apresentação do antígeno ao sistema imune. (AU)